Com os índices futuros das ações mistos, março (dia 01) começa com cautela nos EUA. Com a inflação mostrando tendência de queda, e a atividade em econômica em ritmo lento, os investidores estão com a atenção voltada para os resultados das principais empresas, ainda acreditando que uma estabilização aconteça, dado que os preços das ações ainda poderiam estar inflados pelo excessivo entusiasmo no final de 2023.
Também apresentando resultados mistos, o começo de um mês mostra os mercados europeus apostando predominantemente na alta, com a maioria dos índices mostrando ganhos. Na região da Ásia-Pacífico, o resultado é similar, com destaques para o Japão e a Índia, que se tornaram opções preferenciais, dado o complexo processo de recuperação econômica na China.
Localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu em alta. Na publicação econômica do dia, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro permaneceu estável (variação de 0%) no quarto trimestre de 2023, segundo o IBGE. Desta forma, a expansão da economia brasileira no ano passado foi de 2,9%.
Em alta, os preços do complexo da soja recuperaram parcialmente as perdas de ontem.
Após ter atingido os níveis mínimos dos últimos três anos nas negociações de ontem, a soja voltou a subir, mostrando a instabilidade do mercado em torno as expectativas da produção. A maioria das expectativas no mercado continuam apostando para uma oferta mundial folgada da oleaginosa, com o foco nos ajustes da demanda nas próximas semanas, que poderá exercer alguma variação nos preços.
Com os contratos de março em leve recuperação, os preços do milho para maio e julho sofreram novas quedas.
Sem grandes variações nos fundamentos, a recuperação nos contratos mais curtos é justificada pela atual demanda na indústria do etanol, que voltou a aumentar sua produção. Porém, a expectativa de médio prazo ainda é de excesso de oferta.
Ainda em baixa, os preços do trigo começaram março com perdas, porém menores do que o pregão noturno anterior.
Na notícia do dia, os preços do trigo na França caíram para 190 euros por tonelada, atingindo mínimos históricos como consequência da forte pressão na concorrência causada pela produção na região do Mar Negro.







