A semana (dia 04) começa com oscilações nos EUA, dados os resultados mistos dos índices futuros das ações. No comentário do dia, os investidores indicam que uma empresa relevante produtora de chips seria a sucessora de outra importante empresa que, por muitos anos, foi um símbolo do setor tecnológico com a produção de carros elétricos. Lembrando que, apesar de oscilante, o entusiasmo com a inteligência artificial tinha puxado as ações tecnológicas no final da sexta-feira, para cima, conseguindo um resultado positivo em todos os índices para o início de março.
Na Europa, as bolsas operam em baixa, com a maioria em terreno negativo. O índice regional Stoxx 600 caiu, com destaque para as quedas das ações no setor de mineração, que caíram 1%. Em sentido contrário, as ações do setor de tecnologia subiram 0,7%, mas este aumento não foi suficiente para contrabalancear as perdas em outros setores. Desta forma, os investidores aguardam com cautela a reunião do Banco Central Europeu (BCE), que deverá trazer informações sobre as decisões em relação às taxas de juros.
Igualmente com resultados mistos, mas com a maioria reportando ganhos, a região da Ásia-Pacífico começa a segunda-feira mais otimista. O Japão continua no centro dos holofotes, após o índice Nikkei 225 ter alcançado uma nova máxima histórica. Em destaque, umas das principais empresas do setor de eletrônicos e semicondutores já subiu mais de 50% desde o início do ano.
Já no Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu em alta. Com uma agenda econômica sem grandes novidades, se espera para amanhã a publicação do Relatório Focus do Banco Central de Brasil. Além disso, as atenções estarão voltadas para a divulgação dos balanços e a consequente distribuição de dividendos da Petrobras na próxima quinta-feira, dado que as ações da empresa representam um peso importante no índice brasileiro.
Em alta, os resultados do primeiro pregão noturno da semana (dia 04) foram positivos para o complexo da soja.
Na sexta-feira passada (dia 01), a StoneX Brasil atualizou a sua estimativa de safra 2023/24, elevando a produção para 151,55 milhões de toneladas (0,8% superior ao último relatório). Desta forma, a produção seria 4% menor do que a safra anterior 2022/23, onde foram colhidas 157,9 milhões de toneladas. A região de MAPITOPA, além dos estados de Bahia e Goiás, foram os que ajustaram os seus resultados para cima. Já o Mato Grosso do Sul, ajustou a colheita esperada para baixo.
O milho começa em alta nesta segunda-feira.
Para o cereal, a atualização das estimativas da StoneX Brasil manteve, sem variação, a primeira safra 2023/24 em 25,93 milhões de toneladas. Já para a safra de inverno, a estimativa é de 96,3 milhões de toneladas, o que indica uma redução de 0,1% quando comparado ao divulgado no mês anterior.
Igualmente em alta, o trigo começa a semana positivamente.
O mercado internacional continua guiado pelo excedente dos grãos provenientes na região do Mar Negro. Porém, um ataque atribuído as forças russas no sábado passado, em Odessa, que alberga um dos principais portos ucranianos, aumenta o nível de tensões entre dois dos principais importadores de trigo do mundo. Desta forma, os mercados seguirão de perto o andamento das exportações na região nos próximos dias.







