Em queda nos EUA, os índices futuros das ações continuam sem conseguir um impulso nesta terça-feira (dia 05). Mantendo a cautela antes dos discursos do Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), amanhã e na quinta-feira, os investidores de renda variável mostram-se menos dispostos a apostar antes das novas perspectivas em relação a taxa de juros.
Por sua vez, os índices europeus continuam mistos, ainda observando uma certa resistência dos investidores antes da reunião do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira que vem. Espera-se que as taxas de juros sejam mantidas, dado o não abrandamento da inflação na Zona do Euro, mesmo com cenários de recessão técnica em alguns países. Um dos principais setores em queda foi ao automobilístico.
Já na região da Ásia-Pacífico, o cenário continua igualmente misto. O destaque do dia está no anúncio do governo chinês, que anunciou o estabelecimento da meta de crescimento econômico para o ano corrente, em torno de 5%, o que não foi bem recebido pelo mercado. Os índices chineses caíram após o anúncio, mostrando que os investidores estão com receio sobre a possibilidade desse cenário se realizar.
No Brasil, o índice futuro do IBOVESPA (IBOV) opera com instabilidade e tendência de queda. O Relatório Focus do Banco Central publicou as expectativas dos agentes, que se mantêm estáveis para a taxa de juros (Selic) e para a taxa de câmbio, com um nível de 9% e R$ 4,93 em 2024. Já as expectativas para o PIB aumentaram levemente, e espera-se um crescimento econômico de 1,77%. Finalmente, houve uma mudança em relação a inflação (índice IPCA): espera-se que este índice feche o ano em 3,76% (na semana passada o valor era de 3,80%).
Com os grãos e o óleo em queda, somente o farelo conseguiu algum resultado positivo no último pregão noturno da semana (dia 05).
Novamente em baixa, pela pressão de uma oferta folgada esperada, as atenções continuam focadas nos avanços das colheitas sul-americanas. Em relação a isso, a StoneX Brasil divulgou os avanços da safra de grãos, indicando que a colheita da soja avançou para 49,1%.
Os preços do milho abriram o dia perdendo ganhos recentes.
No mercado internacional, continuam os rumores de que a China continua comprando volumes importantes de milho ucraniano, apesar das dificuldades logísticas causadas pelos conflitos no Mar Negro. Não foram informados os volumes exatos de venda, mas acredita-se que as operações teriam sido para mais de 60 mil toneladas.
Com novas quedas, o trigo teve forte recuo.
Também pressionados por excedentes de oferta, os preços do trigo seguem com dificuldades para manter a estabilidade. Justamente em relação a isso, possivelmente a oferta continue crescendo, dadas as últimas informações desde a Austrália. Sendo o país um dos principais exportadores do mundo, é esperada que a produção australiana de inverno seja de 28,4 milhões de toneladas, comparados aos 26 milhões de toneladas da safra passada.









