Renovando o otimismo nos EUA, os índices futuros das ações operam em alta nesta quarta-feira (dia 06). Acontecerá hoje a apresentação, no Congresso estadunidense, do relatório semestral de política monetária do Federal Reserve (Fed). Desta forma, será possível obter maiores detalhes em relação à postura da instituição diante dos principais indicadores econômicos que afetam a inflação.
Os mercados europeus espelham os resultados vistos nos EUA, tendo os índices regionais com resultados positivos. Em seus discursos, o BCE costuma se pronunciar pouco sobre as decisões do FED. Assim, as atenções na Europa estão também voltadas para as justificativas indicadas pelo Fed.
Na região da Ásia-Pacífico o dia é de recuperação, mas os resultados continuam mistos. O índice Hang Seng de Hong Kong liderou o crescimento na região com um avanço de 1,5%, mas o índice CSI 300 da China Continental teve uma queda de 0,6%, mostrando dificuldades para recuperar o impulso. Em Taiwan, um dos principais produtores mundiais de semicondutores, as ações do segmento operaram estáveis.
Localmente, o índice futuro do IBOVESPA (IBOV) abriu em alta, puxado pela alta das ações do setor petrolífero. Na notícia econômica do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou uma redução de 1,6% da produção industrial em janeiro de 2024, quando comparado a dezembro de 2023. Assim, o mercado recua nas expectativas em relação ao peso que a indústria terá no crescimento econômico em 2024, que deverá ser impulsado por outros setores.
Em pregão noturno (dia 06) mais estável, os preços do óleo se recuperaram, mas os grãos e farelo apresentaram leve queda.
Sem grandes mudanças nos fundamentos do mercado, os traders aguardam a atualização do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) que será divulgado na próxima sexta-feira. Poucas mudanças são esperadas, mas o relatório é uma referência relevante para a tomada de decisão dos agentes.
Sem variações, os preços do milho começaram o dia estáveis.
Mantendo o resultado de ontem, o milho se estabiliza após ter se recuperado do menor nível observado em três anos no mês passado. A acumulação dos estoques nos EUA e na América do Sul, além do cereal ucraniano abastecendo a China, limitam a retomada dos preços.
Ainda em queda, os preços do trigo amortizam as diminuições.
Apesar de novas reduções, os recuos foram menores do que os observados ontem, com Chicago apresentando a menor diminuição. Os fundamentos do mercado não sofreram variações, ainda caracterizados por uma oferta abundante.







