A semana termina sem direção definida, com os índices futuros das ações apresentando resultados mistos nos EUA hoje (dia 08). No fechamento de ontem, as ações tecnológicas lideraram as novas máximas do índice S&P500, dado o entusiasmo com as possibilidades de crescimento do setor. O mercado aguarda para hoje a divulgação dos dados de folhas de pagamentos estadunidense, índice importante para seguir o mercado de trabalho e a demanda interna dos consumidores.
Amparadas nos resultados positivos de Wall Street no fechamento de ontem, as ações na região da Ásia-Pacífico operaram com alta generalizada. Além do setor tecnológico, também se destacou o setor de telecomunicações, onde ambos possuem uma correlação alta com a atividade estadunidense, uma vez que as cadeias de valor produtivas dos segmentos se encontram fortemente integradas.
Na Europa, os resultados se mantêm mistos, com a maioria em alta. Na notícia do dia, foi anunciado um acordo, que será concretizado na próxima semana, entre a Índia e os países que formam parte da Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), uma vez que cada vez mais o mercado indiano vem se fortalecendo como uma opção de investimentos que compete diretamente com o mercado chinês.
Já, localmente, o índice futuro do IBOVESPA (IBOV) abre a sexta-feira repercutindo os resultados dos balanços da Petrobras. A empresa é uma das mais importantes na composição do índice brasileiro, portanto, seus resultados são sempre aguardados e seguidos de perto pelos investidores. O balanço da empresa para o quarto trimestre de 2023 indicou uma queda de 28% nos lucros, ficando abaixo do esperado pelo mercado.
O último pregão noturno da semana (dia 08), obteve resultados mistos para o complexo da soja. Porém, os recuos nos grãos foram inferiores aos ganhos de ontem, com possibilidades para um fechamento semanal positivo.
Em dia de atualização dos balanços mundiais de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), os mercados repercutem os resultados das exportações divulgados ontem pela mesma instituição. Para a safra 2023/24, foi exportado 84% da meta anual do USDA até o dia 29 de fevereiro, quando nessa mesma época do ano passado, os envios já tinham atingido 90%, sendo que nos três anos anteriores o resultado foi de 94%.
A paulatina diminuição nas vendas da oleaginosa estadunidense poderia levar ao menor nível de exportação da última década.
Em baixa, os preços do milho voltaram a diminuir, mas sem perder completamente os ganhos de ontem.
No caso do milho, as exportações, até o momento, vão melhor do que a soja. Até a última semana de fevereiro, foram enviados os 74% do previsto para a safra 2023/24 pelo USDA, acima dos 72% da média dos cinco últimos anos.
Com resultados mistos, o trigo se encaminha para segunda semana seguida de baixa.
A notícia que movimentou os mercados hoje foi o cancelamento, por parte da China, de uma compra de 130 mil toneladas de trigo estadunidense, após os preços terem caído desde o início das negociações.
Sobre os fundamentos produtivos europeus, eles permanecem invariáveis, com foco na França, principal produtor, que manteve a classificação da sua safra de inverno com 68% em condições boas ou excelentes.









