Wall Street começa a quarta-feira otimista, com os índices futuros das ações em alta. Após os resultados da inflação dentro do esperado, aguarda-se para hoje a publicação de duas estatísticas importantes: os dados da inflação ao produtor (conhecido como PPI por sua sigla em inglês), além de dados de vendas no varejo. Estes parâmetros são seguidos de perto para monitorar a atividade industrial e o consumo, em um momento em que os investidores se mostram cautelosos com a evolução da economia estadunidense.
Os resultados positivos se estendem para a Europa, onde a maioria dos índices apresentam ganhos, refletindo em parte o novo impulso das ações tecnológicas nos EUA. Já a região da Asia-Pacífico continua sem direção única, sem grandes mudanças nos fundamentos do mercado e com atenção especial aos direcionamentos da política monetária do Japão e na expectativa da espera de que o governo chinês possa realizar um novo estímulo econômico.
Por sua vez, no Brasil o dia é de baixa, com o índice futuro do Ibovespa (IBOV) recuando. O principal destaque no mercado local foi o ganho registrado pelos frigoríficos, que continuam registrando avanços diante das possibilidades de maiores envios para a China.
Sem direção definida, o complexo da soja continua com resultados mistos em Chicago. No último pregão noturno (dia 14), os grãos e o farelo apresentaram resultados positivos, enquanto o óleo teve um leve recuo.
Seguindo de perto a safra sul-americana, novas atualizações foram feitas para a Argentina. A Bolsa de Comércio de Rosário elevou a sua previsão para a safra 2023/24, fechando em 50 milhões de toneladas, após bons níveis de precipitações em fevereiro. Assim, continua-se mantendo o cenário em que as diminuições na produtividade do Brasil serão compensadas pela produção argentina.
Ainda em terreno negativo, os preços do milho seguem em queda.
Com os estoques de etanol e a produção em queda nos EUA, a expectativa de uma retomada no cereal está em um maior aumento do consumo asiático, que se espera aumente seu volume de compras nos próximos meses.
Trigo novamente em queda.
Como já vinha sendo estimado há algumas semanas por analistas e traders estadunidenses, o desafio atual para o trigo está em prever os novos possíveis mínimos a serem alcançados. Neste sentido, nesta quinta-feira os preços atingiram seu nível mais baixo desde 2020, em um momento em que a oferta competitiva da Rússia exerce cada vez mais pressão para a safra nos EUA.







