A semana começa com alta nos EUA (dia 18). Os índices futuros das ações apresentam ganhos um dia antes da reunião do Comité de Política Monetária estadunidense, que anunciará na quarta-feira a sua decisão, onde a expectativa do mercado é que as taxas de juros referenciais sejam mantidas em um patamar entre 5,25% e 5,5%.
Por sua vez, a Europa começa a semana com resultados mistos, acompanhando de perto as decisões nos EUA. Após um começo com perdas no índice regional Stoxx 600, onde as ações dos setores de telecomunicações e automobilísticas lideravam as quedas, se reverteram os resultados, para passar a operar com leves avanços em terreno positivo. Também com reunião marcada para esta semana, se espera que o Banco da Inglaterra mantenha a taxa de juros inalterada em 5,25%.
Já na região da Ásia-Pacífico, a maioria dos índices opera em alta, com a liderança do índice Nikkei 225 no Japão, que se recuperou dando um salto de mais de 2% de aumento. Já na China, apesar de conseguir ganhos menores, as bolsas apresentam alta, subindo por sexto dia consecutivo, e gerando uma confiança na retomada do crescimento da economia chinesa.
Finalmente, no Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) começa a segunda-feira em alta. No exterior, o índice EWZ (Ibovespa em dólar também apresenta ganhos). Localmente, os investidores aguardam que o Banco Central do Brasil diminua em mais 0,50% a taxa de juros (Selic).
O complexo da soja começou a semana em queda, após os resultados no último pregão noturno (dia 18) indicarem um novo recuo, seguindo a tendência baixista observada na semana anterior.
O mercado segue de perto a colheita na América do Sul, onde os resultados esperados se mantêm dentro do previsto. Na atualização das posições líquidas vendidas até a semana passada, se observou uma diminuição por investidores especulativos, que tinha atingido seu maior nível de liquidez desde 2019, apostando em uma baixa nos preços da soja e seus derivados.
Os preços do milho começam a segunda-feira com ganhos.
Preocupações com a oferta apoiam a recuperação do milho que, em parte, acontece devido à preocupação com a seca nos EUA. Além disso, na atualização produtiva do dia, o Ministério da Agricultura da Ucrânia indicou que a área semeada de milho ucraniano em 2024 deve diminuir 4,5%, indo para 3,86 milhões de hectares, após 4,04 milhões de hectares semeados em 2023.
Preços do trigo começam a semana com forte recuperação após escalada de conflitos no Mar Negro.
Ataques russos foram confirmados em estruturas industriais no porto de Odesa, uma das principais saídas para o escoamento de grãos ucranianos. Além disso, também foram reportados outros ataques na cidade portuária de Mykolaiv, aumentando assim a tensão entre os países e preocupando o comércio internacional.









