Sem direção definida nesta sexta-feira (dia 22), os índices futuros das ações começaram em terreno positivo nos EUA, mas foram recuando no transcurso da manhã. De qualquer forma, se espera um fechamento positivo para os principais índices de Wall Street. Já na Europa os mercados operam mistos, ainda surpreendidos pela redução na taxa de juros do Banco Nacional da Suíça, e dentro de uma estabilidade esperada dada a manutenção do nível referencial de juros feito pelo Banco Central da Inglaterra, que não realizou mudanças.
Por sua vez, as bolsas na região da Ásia-Pacífico apresentam resultados mistos hoje. O Japão continua liderando as subidas, com o índice Nikkei 225 conseguindo um novo recorde. Já na China, os índices caíram, mostrando uma posição mais cautelosa dos agentes.
Localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu em baixa. A reforma tributária continua como destaque nas negociações do governo, que deve apresentar os resultados sobre receitas e despesas primária dos primeiros meses do ano.
Novo recuo no complexo da soja, principalmente nos grãos, no último pregão noturno (dia 22).
Após a recuperação de ontem, foi informado na Bolsa de Chicago que os agricultores aproveitaram a oportunidade para vender a sua produção, aumentando a quantidade de contratos negociados.
No Brasil, foi informado que, pelo excesso de chuvas, produtores no Rio Grande do Sul estão com dificuldades para avançar com a colheita.
Os preços do milho também caíram.
Apesar de uma recuperação no esmagamento para a produção de etanol nos EUA, o excesso de oferta voltou a pressionar os preços do milho para baixo. Segundo a EIA (Energy Information Administration), a produção do biocombustível aumentou em relação a semana passada, passando de 1,024 milhão barris por dia para 1,046 milhão de barris/dia.
O mercado fechou com a queda dos preços para o trigo em Chicago e Kansas, mas conseguiu ganhos em Minneapolis.
Apesar das baixas, não foram perdidos os ganhos conseguidos ontem. Os fundamentos do mercado continuam similares, com uma ampla oferta global. Na Europa, foi informado que a França, principal produtor do cereal na região, teve a menor qualificação dos últimos quatro anos. Cerca de 66% do trigo francês foi avaliado como bom ou excelente, quando a média do ano anterior tinha sido de 94%.







