Após começaram o dia em alta, os índices futuros das ações começaram a oscilar nos EUA, nesta quinta-feira antes do feriado (dia 28). Enquanto é aguardada a publicação do PIB estadunidense, os três principais índices de Wall Street se preparam para fechar um novo mês com ganhos. E, seguindo essa mesma tendência, na Europa, o índice regional Stoxx 600 conseguiu o melhor resultado do mês, aguardando também um balanço mensal positivo.
Na região da Ásia-Pacífico os resultados são mistos, com destaque para os avanços dos índices na China, que se recuperam das perdas de ontem. Uma notícia bastante comentada, foi a desvalorização do iene, que atingiu seu nível mais baixo desde 1990, acendendo o alerta para o Banco Central do Japão e as possíveis medidas a serem implementadas para impedir que a moeda japonesa se desvalorize ainda mais.
Em baixa, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) opera sem direção definida, após um fechamento positivo ontem. No dia que antecede o feriado da sexta-feira, o mercado acionário brasileiro está de olho nos balanços das empresas que compõe o índice (IBOV) e ainda precisam ser publicados. As ações dos setores petrolífero e de mineração se recuperam, enquanto as dos frigoríficos estiveram entre as de maiores baixas. Em relação às projeções econômicas, o Banco Central do Brasil melhorou a sua projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB), passando de 1,7% para 1,9% em 2024.
Resultados mistos para o complexo da soja no último pregão noturno (dia 28), onde os grãos e o farelo continuaram recuando, mas houve uma recuperação do óleo.
Sem grandes variações nos fundamentos, os preços dos grãos da oleaginosa continuam em queda, pois novas atualizações divulgadas no mercado supõem um aumento da colheita brasileira, o que consolidaria um cenário de excedentes na oferta.
Pelo lado da demanda, as exportações dos EUA continuam diminuindo. Na atualização semanal feita pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), foi informado que houve uma queda de 47% com relação ao enviado na semana anterior, e uma redução de 26% em relação à média das últimas quatro semanas.
Apesar de leve, houve uma recuperação nos preços do milho em uma semana mais curta e que tinha se mostrado baixista.
Um fator na alta, foi que a produção de etanol nos EUA atingiu seu maior nível nas três últimas semanas. Na semana até o dia 22 de março, foi reportada uma produção de 1,054 milhões de barris por dia, superiores aos 1,046 milhão de barris/dia da semana anterior.
Resultados positivos para o trigo, apesar do balanço mundial folgado na oferta.
Um dado importante: por um lado, há uma abundância de trigo no mercado internacional, mas, por outro, é também um momento histórico em que há uma alta concentração na produção do Mar Negro, com menor produção no resto dos produtores do cereal. Esta situação indica que, em caso de impedimento das exportações dos principais exportadores na região mencionada, a oferta poderia ser comprometida. Desta forma, novos ataques aos portos ucranianos realizados pelas forças russas poderiam impactar as importações entre abril e maio, o que impactou, de forma positiva, os contratos futuros nas principais bolsas que negociam o trigo.







