O segundo trimestre do ano começa com resultados positivos em Wall Street, onde os índices futuros das ações abriram em alta (dia 01). O começo de abril traz a publicação de dados econômicos importantes que devem sair nos próximos dias, como o payroll (índice de emprego favorito do Federal Reserve) na próxima sexta-feira (dia 05). No resultado de março, os principais índices avançaram, fechando o primeiro trimestre do ano com ganhos.
Na Europa e na região da Ásia-Pacífico, a segunda-feira será de menor liquidez pelo feriado da Páscoa que vai até hoje em alguns países. Com a maioria dos países europeus em pausa, assim como a Nova Zelândia e a Austrália, as atenções estão voltadas para o Japão, Cingapura e China continental, que estão apresentando resultados positivos.
Localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu em alta, e caso acompanhe o índice EWZ (Ibovespa em dólar), que também opera no azul, poderia ser um começo de mês positivo para o mercado acionário brasileiro. O balanço da B3 no primeiro trimestre apresentou um recuo de 4,5%, onde, se bem a alta nos preços internacionais do petróleo contribuiu para uma queda menor, o resultado do índice geral apresentou decrescimento por menor avanço na maioria dos setores. Nesta semana é aguardada a divulgação da lista atualizada das empresas que compõe o índice brasileiro.
Com avanços nos grãos e no óleo, mas recuos no farelo, o primeiro pregão noturno de abril (dia 01) começou misto para o complexo da soja.
A aguardada divulgação do relatório de intenções de plantio do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) movimentou os mercados antes do feriado na sexta-feira passada, e continua repercutindo nos movimentos observados neste novo começo de mês.
Para a soja, o USDA reduziu os valores para área plantada, que ficaram 35,01 de milhões de hectares, comparados aos 35,41 milhões de hectares publicados no começo do ano pelo Fórum Agrícola. Outro resultado que também impacta nos resultados de hoje, é a diminuição nas posições vendidas líquidas dos investidores. Segundo as últimas estatísticas publicadas em Chicago, na semana até o dia 26 de março, houve a menor quantidade de títulos negociados nas últimas sete semanas. Ou seja, os investidores passaram a apostar menos por uma queda nos preços da soja.
Preços do milho começam abril em baixa.
No caso do milho, o USDA igualmente estima uma redução da área plantada, que foi para 36,44 milhões de hectares, comparados aos 36,83 milhões de hectares estimados no Fórum Agrícola. Se bem os preços em Chicago tiveram uma alta na tarde da quinta-feira passada (dia 28), depois da publicação do relatório de intenções de plantio, uma posição dos estoques em alta, quando observado o ano anterior, exerce pressão de baixa.
Enquanto a posição dos estoques em março de 2023 era de 188 milhões de toneladas, para março de 2024 o valor passou a ser de 212,03 milhões de toneladas nos EUA.
Preços do trigo começam a semana com forte queda.
O cereal apresenta um novo recuo pressionado pelo excesso de oferta. O trigo foi a exceção no relatório de intenções de plantio do USDA, que teve a sua área aumentada, diferentemente da soja e do milho que viram a sua área diminuída frente ao Fórum Agrícola. De 19,02 milhões de hectares projetados no começo do ano, a nova divulgação indicou que se esperam agora 19,22 milhões de hectares.
No caso da posição dos estoques, também houve um aumento quando observados os níveis do ano anterior. Enquanto em março de 2023 o balanço indicava 26 milhões de toneladas, para março de 2024 essa posição subiu para 29,60 milhões de toneladas. E, contribuindo para esse balanço folgado, as últimas notícias da Europa no começo da semana indicam que, apesar das perdas na produtividade potencial, a safra esperada continua estável.









