Os índices futuros das ações abrem em baixa nesta terça-feira (dia 02) nos EUA. Os investidores estão preferindo os títulos do tesouro estadunidense, após incertezas em relação às decisões sobre as taxas de juros por parte do Federal Reserve (Fed). Ontem, foi divulgado que a atividade manufatureira voltou a crescer depois de um ano e meio. Desta forma, o desempenho da economia estadunidense e os rendimentos dos títulos da dívida pública fortaleceram o dólar, que atingiu seu nível mais alto em quase cinco meses.
Na Europa, os índices voltaram do feriado com resultados mistos. O índice regional Stoxx 600 chegou a um novo máximo histórico hoje, impulsionado pelo fortalecimento das ações petrolíferas e do ouro. Por sua vez, na da Ásia-Pacífico, os índices também operam mistos, com estabilidade das ações tecnológicas após a divulgação da recuperação manufatureira na China.
Já no Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) começou o dia em baixa. Apesar de avanços nas ações dos setores petrolíferos e de mineração, que conseguem bons resultados fortalecidos pela subida internacional dos preços, as quedas das ações do setor varejista e dos frigoríficos pesam no balanço final. Nas atualizações econômicas, o Boletim Focus do Banco Central do Brasil indicou que não se registraram variações na estimativa do índice IPCA (inflação), que continua em 3,75% para o final de 2024. Já as expectativas do mercado para o crescimento brasileiro (PIB) aumentaram, passando de 1,85% para 1,89%.
O último pregão noturno (dia 02) repetiu os resultados de ontem, quando foram registrados avanços nos grãos e no óleo, com recuos no farelo, mantendo os resultados mistos para o complexo da soja.
Sem mudanças nos fundamentos, a notícia do dia, por parte do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), indica que diminuíram as inspeções para exportações de soja, mostrando ainda uma instabilidade nos envios estadunidenses.
Sem obter uma recuperação, os preços do milho continuam em baixa.
Já para o caso das inspeções do milho nos EUA, foi registrado um aumento semanal, passando de 1,26 para 1,43 milhão de toneladas. A atual temporada de comercialização indica que foi enviado mais volume do cereal, dado que, até o momento, se exportaram 25,9 milhões de toneladas, maiores que as 19,4 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado.
Com recuos em Chicago e Kansas, preços do trigo conseguem alta em Minneapolis.
Os resultados mistos do trigo se dão por dois fatores: aumentos nos preços das exportações dos grãos russos e fortalecimento do dólar.
Assim, enquanto por um lado, o maior exportador do mundo mostrou um aumento nos valores dos seus grãos exportados nos últimos dias, influenciando em uma alta internacional, observada tantos nos mercados europeus como estadunidense. Por outro lado, o fortalecimento do dólar, que conseguiu ontem a sua maior valorização nas últimas semanas, freou os ganhos no mercado dos EUA.









