Em recuperação, os índices futuros das ações operam em alta hoje (dia 04), após três fechamentos com perdas em Wall Street. Se bem. Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), disse ontem que as taxas de juros só cairão quando houver confiança suficiente de que a inflação esteja perto da meta de 2%, os investidores aguardam resultados positivos dos indicadores econômicos. Lembrando que, amanhã serão publicados os dados do payroll (índice de emprego).
Tanto na Europa como na região da Ásia-Pacífico os resultados são mistos. Nos mercados europeus, tanto o índice FTSE (na Inglaterra) como o DAX (na Alemanha) avançam após a publicação de que a atividade empresarial voltou a crescer. Já nos mercados asiáticos, o destaque foi a alta do cobre, que atingiu seu máximo dos últimos treze meses, após o governo chinês anunciar uma medida para financiamento de carros elétricos.
Após um começo do dia em baixa, no andamento da manhã o índice futuro do Ibovespa (IBOV) conseguiu ir para o terreno positivo. Desta forma, se espera que a quinta-feira possa ser de recuperação, após mais um fechamento com perdas ontem. Serão publicadas hoje as estatísticas de comércio exterior, importantes para o seguimento produtivo e econômico brasileiro.
Grãos, farelo e óleo recuam no último pregão noturno (dia 04), em começo de dia negativo para o complexo de soja.
A demanda por soja estadunidense diminuiu na última semana, com as vendas líquidas recuando 26% quando comparado com a semana anterior, e 54% abaixo do visto nas quatro semanas retrasadas.
Quedas nos preços do milho, que perderam os ganhos conseguidos ontem.
Com as altas nos preços do petróleo freadas pelo aumento nos estoques dos EUA, as cotações dos biocombustíveis igualmente diminuíram a sua ascensão, impactando os valores das commodities utilizadas para o fim.
Nas notícias produtivas do dia nos EUA, o importante “cinturão de milho”, localizado na região Meio Oeste do país, monitora o clima antes do início das plantações, que se intensificará nas próximas semanas.
Trigo opera com resultados opostos nos mercados dos EUA.
Apesar da ampla oferta russa, que pressiona os preços internacionais, foi informado que, umas das maiores empresas no país teve os seus envios confiscados, por suspeitas de baixa qualidade dos grãos. Desta forma, é preciso lembrar que uma interrupção dos envios russos poderia elevar os preços, dada a atual concentração produtiva e exportadora.







