A semana termina com alta dos índices futuros das ações nos EUA (dia 05). Em uma semana instável, ontem o fechamento foi novamente de baixa, com os principais índices caindo mais de 1%, onde o Dow Jones, que apresentou seu pior resultado em mais de um ano. A tão aguardada divulgação do payroll, índice preferido do Federal Reserve (Fed) para controle da inflação, indicou a criação de 303 mil vagas de emprego, acima do esperado pelo mercado, que era de até 231 mil vagas, podendo pesar nos sentimentos do mercado em relação ao ritmo de cortes nas taxas de juros pela autoridade monetária da maior economia do mundo.
Com todos os índices em baixa, a semana mais curta foi de menor impulso na Europa. O índice regional Stoxx 600 caia mais de 1% até o meio-dia, com todos os setores despencando, com exceção das ações energéticas (petróleo e gás), que acompanharam um rali dos preços internacionais, conforme melhor explorado no Diário de Petróleo. Com resultado similar, a região da Ásia-Pacífico abre a sexta-feira igualmente em queda, com destaque para o recuo do índice Nikkei 225 no Japão, que reduziu quase 2%.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu em baixa, mas espera reverter o começo seguindo os resultados positivos do EWZ (Ibovespa em dólar). O mercado local segue de perto a notícia do dia, após o pagamento de altos dividendos por parte da Petrobras, onde se discute desde o governo como serão distribuídos os dividendos extras.
Óleo se recupera, mas grãos e farelo de soja continuam em baixa no último pregão noturno (dia 05).
Com o avanço das colheitas na América do Sul, que apresentam bons resultados, a competição nos mercados da soja continua alta, pressionando os preços para baixo.
Preços do milho avançam em semana instável para o cereal.
Preocupações com o clima no Meio Oeste dos EUA, que começará a sua safra em breve, posicionou os preços para cima, assim como novas altas nos preços internacionais do petróleo.
Nas estatísticas de comércio internacional, foi divulgado ontem, pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que as vendas líquidas do cereal aumentaram 64% quando comparado com os envios do ano anterior. No entanto, quase nenhuma venda foi realizada para a China, que passou a ter preferência pelo milho brasileiro.
Com rali de alta, o trigo abre a sexta-feira com ganhos expressivos.
Como vinha sendo comentado pela StoneX Brasil nas últimas semanas, é um momento histórico onde os demais produtores de trigo menos estão produzindo fora da Rússia. Ou seja, em caso de dificuldades para envios desde o atual maior exportador do mundo, os preços internacionais poderiam receber pressões para a alta, o que aconteceu no último pregão noturno.
Após novas notícias de que cargas com trigo-russo foram retidas para revisões fitossanitárias, os preços dispararam nos EUA, onde Chicago apresentou o maior avanço, com alta de 12,50% para os contratos de Maio/2024.









