Ainda sem direção definida nos EUA, os índices futuros das ações começaram a terça-feira (dia 09) em baixa, para passar a operar em alta com o andamento da manhã. Desta forma, fica evidente como não há opinião única entre os agentes na véspera da publicação do CPI (índice de preços ao consumidor estadunidense). O indicador é relevante a possível trajetória da taxa de juros na maior economia do mundo.
Por sua vez, tanto na Europa, quanto na região da Ásia-Pacífico, os resultados são mistos. Nos resultados europeus, as ações dos setores de construção e viagens lideraram as perdas, que foram freadas pelos ganhos das ações de mineração. No destaque do dia nos mercados asiáticos, está a interação produtiva com os EUA, após o governo ter anunciado o apoio para que uma empresa taiwanesa e outra sul-coreana passassem a expandir as suas operações em solo estadunidense para a fabricação de chips.
Já localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu em alta, seguindo os resultados positivos alcançados ontem. Os ganhos no fechamento de ontem foram liderados pelas ações da Vale, que foram alavancadas pelos aumentos no preço do minério de ferro. Em relação às estatísticas econômicas, foi divulgação um novo relatório Focus, onde o Banco Central indicou que os agentes mantiveram as expectativas para a variação da taxa de juros (Selic), que permanece em 9% para 2024. Por outro lado, tanto o esperado para o PIB como para o IPCA (inflação), aumentaram, indo para 1,90% e 3,75%, respectivamente.
Em recuperação após várias jornadas de baixa, o óleo se recuperação no último pregão noturno (dia 09), ao contrário do grão e do farelo de soja, que recuaram.
Nos EUA, o mercado está novamente alerta com a demanda, dado que as inspeções de soja caíram novamente, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. Das 547 mil toneladas inspecionadas na semana anterior, o novo dado divulgado indica um nível de 484 mil toneladas.
Milho novamente em baixa.
Segundo o USDA, a semeadura de milho está em andamento nos EUA, com 3% plantado, acima dos 2% de observados na semana anterior.
Preços do trigo voltaram a cair após perspectivas de melhor qualidade do cereal nos EUA para sua safra de inverno, após dados sugerirem que 8% das lavouras estão em condições boas/excelentes. Além disso, as inspeções de trigo caíram levemente de acordo com os dados publicados ontem pelo USDA, o que pode ter ajudado a pressionar os preços.









