Se recuperando das perdas de ontem, os índices futuros das ações operam em alta no início desta terça-feira (dia 16) nos EUA. Os recuos de ontem estão associados à volatilidade causada por uma escalada em conflitos geopolíticos, porém, após resultados econômicos que indicam uma recuperação do setor de varejo, assim como bons resultados nos balanços de grandes bancos, os índices voltaram a avançar. Um destaque foi a valorização do dólar, que alcançou a máximas dos últimos cinco meses em relação com a libra e o euro hoje.
Já na Europa, o dia é de baixa generalizada, com todas as bolsas apresentando perdas. Entre as principais perdas está o declínio das ações dos setores financeiro e de mineração. Igualmente, na região da Ásia-Pacífico todas as bolsas recuam, com as atenções voltadas para o iene japonês que, pressionado pela alta do dólar estadunidense atingiu sua maior desvalorização desde 1990, levantando novamente o alerta de que possivelmente o Banco Central do Japão deva fazer uma intervenção para frear a queda.
Por sua vez, no Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) opera sem direção definida hoje, tendo começado em baixa para avançar em terreno positivo no andamento da manhã. O fechamento de ontem foi negativo, onde apesar das altas nas ações petrolíferas e das mineradoras, com o restante das ações em baixa, acabou pesando nos resultados. O assunto mais comentado do dia foi a decisão do governo de definir uma política fiscal de déficit zero para 2025 no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), já que analistas do mercado entendem que o déficit nas contas públicas continuaria por mais alguns anos.
Ainda com resultados mistos no complexo da soja, no pregão noturno de hoje (dia 16) a alta foi do farelo, enquanto grãos e óleo recuaram.
O mercado continua pressionado em Chicago, sem expectativas de um aquecimento na demanda nos próximos dias. Nas estatísticas divulgadas ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as inspeções de soja caíram para 432 mil toneladas, comparadas com as 491 toneladas registradas na semana anterior. Além disso, o fator do dólar estadunidense ter chegado na sua máxima valorização desde novembro do ano passado, poderia pesar ainda mais nos níveis de exportações para os próximos dias.
Preços do milho continuam caindo.
As apostas pessimistas registradas no começo da semana se estenderam, com o mercado seguindo de perto os avanços do plantio no Meio Oeste. Segundo o USDA, até domingo, o nível atingido tinha sido de 6%, superior aos 3% da semana anterior, e na frente dos 5% registrados em média nos cinco anos anteriores.
Com resultados mistos, preços do trigo recuam em Chicago e Kansas, mas avançam em Minneapolis.
Além do fortalecimento do dólar que pressiona negativamente as exportações nos EUA, um fator relevante nos resultados de hoje foi a publicação da Rússia de que se espera romper um recorde de envios em abril, podendo ser atingidas até 4,6 milhões de toneladas. Lembrando que, os envios russos realizados em março romperam o recorde histórico de maior volume enviado mensalmente, tendo atingido 4,4 milhões de toneladas.









