A semana (dia 22) começa com alta em Wall Street, onde os índices futuros de ações avançam em terreno positivo. É esperada certa volatilidade nos próximos dias, dada a especulação dos investidores antes da divulgação de dados macroeconômicos relevantes, como o PIB dos EUA na quinta-feira (dia 25) e a inflação na sexta-feira (dia 26). Algumas das empresas que compõe o grupo das “sete magníficas”, representando as maiores capitalizações nas bolsas estadunidenses dentro da área de tecnologia, começarão a divulgar igualmente os seus balanços nesta semana.
Na Europa, os resultados são mistos, mas a maioria em positivo. Assim, o sentimento é mais positivo em comparação ao fechamento da semana anterior, onde as incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio e em relação à taxa de juros na Zona do Euro contribuíram para um balanço negativo. Hoje, o setor de telecomunicações liderou os ganhos, enquanto as ações automobilísticas se destacaram pelas perdas. O mercado segue de perto os resultados na bolsa de Londres, uma vez que após o índice FTSE 100 do Reino Unido ter avançado, voltou a recuar, mostrando a instabilidade do mercado que aguarda maiores indicações do Banco da Inglaterra, do qual se espera um corte nas taxas de juros motivado pela recuperação econômica e a diminuição da inflação.
Por sua vez, na região da Ásia-Pacífico, se observa um comportamento similar aos mercados europeus, com os índices mistos, mas maiores resultados de alta. A notícia do dia foi a queda nas ações de carros elétricos, após a Tesla baixar o preço de um dos seus modelos na China. Para os próximos dias se aguarda a divulgação de dados macroeconômicos da China, Japão e Coreia do Sul.
Localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) começou a segunda-feira em alta. No mercado brasileiro, os destaques de alta são para as ações de bancos e companhias aéreas, enquanto o setor siderúrgico cai e os frigoríficos operam de forma mista. Em relação aos dados econômicos, é aguardada para a sexta-feira a publicação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo parcial (IPCA-15).
O primeiro pregão noturno da semana (dia 22) foi de perdas para os grãos e o farelo, mas de leves ganhos para o óleo.
Sem grandes variações nos fundamentos do mercado, o destaque atual em relação à demanda, é que as importações chinesas de soja estadunidense caíram pela metade em março, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, principalmente pela robusta e competitiva oferta brasileira.
Nas últimas estatísticas de Comércio Exterior divulgadas pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) foi informado que 71,78% da soja brasileira foi para a China.
Os contratos futuros de maio avançaram levemente, mas os de julho e agosto recuaram.
Após um entendimento do mercado de que os conflitos no Oriente Médio não iriam escalar, os preços do petróleo sofreram baixa, o que consequentemente pressiona os preços dos biocombustíveis, afetando os valores das suas principais matérias-primas, como o milho.
Consistentes avanços do trigo em todas as bolsas dos EUA.
Chegando perto da maior alta nas duas últimas semanas, os valores do trigo vão em sentido contrário ao visto na soja e no milho. Por uma maior proximidade geográfica entre o Mar Negro e o Mar Vermelho, as preocupações em relação aos embarques do cereal desde a Rússia continuam latentes.









