Mantendo os ganhos realizados na sessão anterior, os índices futuros das ações continuam acumulando avanços hoje (dia 23) nos EUA. O mercado se mantém alerta para os resultados do primeiro trimestre da Tesla, que serão divulgados em horários de negociações no decorrer do dia. Acredita-se que os resultados dos balanços, com a inflação, definirão a trajetória da renda variável nas próximas semanas, uma vez que no decorrer de abril, houve um recuo de quase 5% em relação aos níveis atingidos em março passado.
Na Europa, a terça-feira também é de alta, e os destaques ficaram com os resultados de Londres e dos serviços. O maior avanço entre os índices foi do índice FTSE 100 do Reino Unido, que atingiu um novo recorde. Em ano de eleições, e após um começo de ano conturbado pela confirmação da recessão em 2023, os investidores continuam apostando em um corte das taxas de juros em breve. Já nos resultados econômicos, a atividade no setor de serviços subiu para compensar a contração no setor industrial, que continua com dificuldades de se recuperar.
Ainda com resultados mistos, mas a maioria em alta, as ações na região da Ásia-Pacífico ganham impulso com o setor tecnológico que opera em terreno positivo tanto localmente como nos EUA. Na questão monetária, o iene japonês continua se desvalorizando, assim como o yuan chinês, mas ainda não foram informadas medidas de intervenções desde as respectivas autoridades monetárias.
Já no Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) opera sem direção definida, após iniciar positivamente o dia, apresentam-se recuos com o andar da manhã. Na atualização do relatório Focus, o Banco Central brasileiro indicou altas para todos os parâmetros para 2024: o IPCA (inflação) subiu de 3,71% para 3,73%; a taxa Selic (de juros) foi de 9,13% para 9,50%; o PIB (crescimento) passou de 1,95% para 2,02%; e a taxa de câmbio esperada era de R$ 4,97 e agora foi até R$ 5,00.
Novos recuos para o complexo da soja no último pregão noturno (dia 23).
Sem grandes variações nos fundamentos, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou as estatísticas de inspeções para exportações, indicando que houve uma queda, dadas as 435 mil toneladas registradas, abaixo das 446 mil toneladas da semana anterior. Porém, desde o começo da atual campanha de comercialização, foram inspecionadas 30,3 milhões de toneladas, abaixo das 22,4 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.
Preços baixistas no setor de energia e um dólar estadunidense estável pressionam para a baixa do milho.
Sobre os avanços da nova safra, o USDA indicou que 12% do milho esperado para os EUA foi plantado, seguindo o esperado pelo mercado.
Preços do trigo continuam avançando, perto de alcançar seu máximo nos últimos dois meses.
Fundamentos altistas nas principais regiões produtoras sustentam esses avanços. Nos EUA, as atualizações do USDA indicaram perdas na qualidade das lavouras por condições de tempo seco. No Kansas, maior estado produtor de trigo estadunidense, dos 43% da produção em condições boas ou excelentes na semana anterior, o valor caiu para 33%, mostrando uma deterioração nas plantações. Estima-se que 53% do território esteja sendo afetado pela seca.
O clima seco também observado na Rússia e na Ucrânia ameaçam igualmente as expectativas dos principais exportadores do cereal, pelo que o mercado começou a adotar uma maior cobertura nos contratos futuros do trigo.









