Com resultados mistos no início desta quarta-feira (dia 24), os futuros das ações no índice Dow Jones caem, mas o S&P 500 e o Nasdaq Composite avançam em terreno positivo. Nesta semana, liderada pelos resultados das empresas, o mercado analisa em detalhe os diferentes balanços publicados. O resultado mais comentado ontem, foi a diminuição nas vendas da Apple na China, onde a comercialização do iPhone caiu quase 20% no primeiro trimestre do ano, pressionado pela concorrência cada vez mais forte de outras marcas chinesas. Em sentido contrário, as ações da Tesla subiram após a divulgação da nova estratégia, que consistirá em fabricar carros mais baratos para atingir um maior volume de vendas, o que foi suficiente para estimular os investidores em continuar apostando pela empresa.
Seguindo a mesma tendência, tanto na Europa como na região da Ásia-Pacífico os resultados são mistos. Enquanto em solo europeu ainda são seguidos de perto os resultados indicando recuperação econômica com inflação ainda persistente, nos mercados asiáticos o entusiasmo é liderado pelos fortes ganhos nas ações de semicondutores. Em matéria econômica, está agendada para amanhã uma reunião do Banco Central do Japão para analisar a maior desvalorização do iene nos últimos 34 anos.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) voltou a iniciar o dia sem direção definida. Por aqui, as atenções estão voltadas para a divulgação do balanço do primeiro trimestre da Vale, que será publicado depois do fechamento do pregão nesta quarta-feira, e onde o mercado aposta para resultados diferentes, pelo que o resultado de uma das principais empresas que compõe o índice IBOV é desde já destaque.
Enquantos os grãos e o farelo de soja registraram ganhos, o óleo apresentou baixa no último pregão noturno (dia 24).
O mercado continua seguindo de perto os resultados das safras na América do Sul, onde a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) prevê uma leve queda nas exportações brasileiras para o mês de abril, caindo de 13,74 para 13,48 milhões de toneladas.
Com leve queda para o contrato de maio/24, os preços para o milho de julho e setembro se mantiveram sem variações.
Os fundamentos do mercado permanecem estáveis, seguindo de perto o andamento das plantações, os estoques e os preços energéticos altamente correlacionados com os biocombustíveis.
Para o Brasil, a Anec indicou que espera uma alta considerável nas exportações de milho em abril, passando de 26 mil toneladas projetadas na semana anterior, para 81 mil toneladas esperadas.
Já em solo europeu, condições climáticas mistas foram observadas. Após duas semanas de seca e temperaturas mais elevadas na Europa Ocidental e Central, se registraram baixas temperaturas e precipitações na Polônia, Alemanha, França e Hungria. Lembrando que, análises do mercado esperam uma produção de 61,9 milhões de toneladas de milho na União Europeia.
Retrocessos nos preços do trigo, com exceção do contrato futuro de maio/24 na bolsa de Kansas.
Basicamente, a recuperação nos níveis russos de exportações nos últimos dias voltou a pressionar os preços para baixo nos EUA. Como vem sendo comentado pela StoneX, apesar de as produções fora do Mar Negro também serem importantes para o balanço global, a forte presença e disponibilidade da produção na Rússia continuará exercendo uma liderança relevante na definição dos preços nos próximos meses, caso consigam manter seus níveis de exportações.







