Após oscilarem sem direção definida na abertura do mercado noturno, os índices futuros das ações passaram a mostrar alta na manhã desta terça-feira (dia 07), em uma semana com agenda econômica esvaziada.
Na Europa, os resultados são de alta, com a temporada de divulgações de balanços liderando as atenções. A principal alta regional foi liderada pelas ações do setor financeiro, após bancos suíços anunciarem lucros acima do esperado. Além de dados de consumo e vendas no varejo para a Europa, é aguardada a divulgação das encomendas para o setor industrial alemão, de alta relevância para a atividade econômica na Zona do Euro. Por sua vez, na Inglaterra, a libra esterlina se desvalorizou diante do dólar, pelo que o mercado aguarda com expectativa o posicionamento do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra (BOE), que se reunirá na próxima quinta-feira (dia 09).
Na região da Asia-Pacífico, as ações da Coreia do Sul se destacaram liderando os ganhos. Atingindo a maior alta em mais de um mês, os avanços nas valorizações de empresas tecnológicas importantes para o país, como Samsung, permitiram ao mercado sul-coreano mostrar o maior crescimento regional. Porém, o mercado também seguirá de perto o andamento dos investimentos nas áreas de semicondutores e inteligência artificial, essenciais para o país em questão, mas também sensíveis às tendências globais de investimentos.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu em alta, com o mercado seguindo de perto as repercussões das enchentes no Rio Grande do Sul. Apesar de ainda ser cedo para dimensionar o volume de perdas totais, os investidores seguem de perto o andamento dos resgates e as possíveis medidas a serem anunciadas pelo governo federal para ajudar o estado na sua recuperação.
Repetindo os resultados de ontem, o último pregão noturno (dia 07) manteve resultados mistos para o complexo da soja, com recuos para grãos e farelo, mas avanço para o óleo.
Se bem o nível do óleo de soja ainda se encontra em patamares historicamente baixos, o mercado analisa como uma estabilização a atual alta nos preços, buscando definir um piso para os valores mínimos negociados.
Nos EUA, há esperanças de um aumento na demanda, uma vez que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que 348 mil toneladas foram inspecionadas para exportação, acima das 276 mil toneladas da semana anterior.
Preços do cereal seguem pressionados pela queda nos valores dos biocombustíveis e uma ampla oferta projetada.
Para o caso do milho, o USDA indicou que as inspeções para exportações se mantiveram quase estáticas, registrando 1,29 milhão de toneladas, perto das 1,3 milhão de toneladas avaliadas na semana anterior. Cabe lembrar que, desde o início da campanha de comercialização, em 1º de setembro, o USDA examinou 33 milhões de toneladas métricas de milho para exportação, acima dos 24,9 milhões de toneladas avaliadas durante o mesmo período do ano anterior.
Fortes recuos no trigo ameaçam compensar os ganhos conquistados na semana anterior.
Após a melhora nas previsões de umidade no Kansas, foi justamente essa a bolsa que apresentou maiores quedas, com um recuo de mais de 19% nos contratos para julho. Da mesma forma, continua gerando pressão o anúncio de chuvas na Rússia e na Ucrânia, dissipando o alarme gerado semanas atrás com possíveis perdas produtivas pela seca.









