Após três dias registrando altas consistentes, os índices futuros em Wall Street iniciaram a quarta-feira (dia 08) em queda. A agenda de indicadores se encontra esvaziada, mas o mercado repercute a fala do dirigente do Federal Reserve (Fed), Neel Kashkari, no dia anterior, que acredita ser necessário manter as taxas de juros no mesmo patamar por um “período prolongado”, eventualmente até o fim do ano, para alcançar a meta de 2% estipulada para a inflação.
Na Ásia e Pacífico, os mercados operam mistos. Os principais índices operam em queda, refletindo preocupações com balanços corporativos e ajustes técnicos. No caso europeu, por outro lado, as ações seguem tendência de valorização, em resposta aos resultados corporativos positivos para a região.
Com relação ao mercado brasileiro, o Ibovespa futuro (IBOV) iniciou a quarta-feira em queda. As atenções de investidores se voltam à reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM), marcada para o dia de hoje, que deve indicar o valor de operação da Selic para o próximo período. As expectativas do mercado giram em torno de uma redução de 0,25%, apontando para uma desaceleração no ritmo de cortes da taxa básica de juros.
Ainda em baixa, os preços do complexo da soja mostraram fortes recuos no último pregão noturno (dia 08), principalmente nos grãos. Somente no caso do farelo houve algum avanço nos valores negociados para os contratos futuros de julho.
Um fator de baixa nos preços internacionais está sendo a preferência da China por grãos brasileiros, ao invés do produto estadunidense, que ao possuir um valor mais baixo de negociação, acaba pressionando ainda mais os patamares negociados em Chicago.
Valores do cereal igualmente continuam caindo, inclusive com mais força do que ontem.
Dois fatores pressionam hoje principalmente os preços: boas condições metereológicas que permitem o avanço das plantações no cinturão de milho no Meio Oeste, e, além disso, as expectativas de que, justamente por isso, o USDA confirme o cenário de ampla oferta internacional do milho.
Trigo mantém mesma tendência de queda, principalmente na bolsa de Kansas.
Além das chuvas na Rússia e nos EUA, um fator que alimentou a queda foi o anúncio desde a China da habilitação de um transgênico para o trigo, o que poderia aumentar a produtividade do país, que futuramente poderia inclusive passar a importar menos no futuro.







