Em alta hoje (dia 14), os índices futuros das ações mostram um otimismo do mercado. No caso do S&P 500, os avanços são consistentes, encontrando-se perto de atingir o último recorde registrado em março passado. Desta forma, os ganhos mostrados pelas principais empresas que compõe o índice, incentivam as apostas dos investidores, que no entanto mantém certa cautela antes dos dados da inflação serem divulgados.
Tanto na Europa, quanto na região da Ásia-Pacífico, os resultados continuam mistos. Por um lado, os mercados europeus também aguardam dados econômicos, apostando em uma alta da inflação em abril para a Zona do Euro. Por outro lado, os índices de preços divulgados na Índia e no Japão indicaram estabilidade, com os parâmetros permanecendo dentro daquilo estimado pelo mercado.
Já no Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV), começou o dia em baixa. Após a última decisão da mudança na taxa de juros ter dividido o Comitê do Banco Central, e influenciado em uma alta da taxa do câmbio do real com o do dólar estadunidense, a divulgação da ata do Copom ajudou a calmar os ânimos, mostrando que existe uma decisão unânime da diretoria em defender uma política monetária mais contracionista. Assim, após a publicação do documento, as cotações caíram, reforçando uma maior tranquilidade dos agentes ao acreditar que a postura da autoridade monetária será cautelosa na sua gestão.
Recuos para os grãos o óleo no pregão noturno (dia 14), mas o farelo apresentou ganhos.
No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu levantamento mensal de safra, elevando a safra brasileira de soja, que passou de 146,52 para 147,68 milhões de toneladas, com destaque para um aumento na área plantada. Lembrando que, o valor ainda é considerado baixo em relação ao USDA, que trabalha com 154 milhões de toneladas. Acesse o levantamento de safra para grãos da Conab e as estimativas da StoneX aqui.
Sem direção única, os contratos futuros de julho apresentaram baixa, mas os de dezembro apresentaram alta, mostrando incertezas do mercado para o futuro.
A mudança de direção desde o USDA ainda pesa em alguns sentimentos do mercado, dado que não há certezas do quanto as condições climáticas adversas poderiam continuar freando o plantio do milho nos EUA.
Já no Brasil, para o milho, a revisão da Conab também foi para cima, passando de 110,96 para 111,64 milhões de toneladas, o que ainda assim continua muito abaixo do estimado pelo mercado, uma vez que a estimativa da StoneX Brasil é de 125,55 milhões de toneladas.
Volatilidade nos preços do trigo continua, com novas quedas que seguiram as maiores altas desde julho do ano passado.
Na Rússia, algumas fontes começaram a indicar que, talvez, ao redor de 500 mil hectares tenham sido afetados pelas geadas no Sul do país. No entanto, ainda não há uma comunicação oficial sobre o assunto, pelo que a instabilidade no mercado continuaria até que o panorama seja esclarecido.









