Os índices futuros das ações avançam hoje nos EUA (dia 16), após o otimismo ter sido reforçado pela baixa nos preços na economia estadunidense. Ontem, foi divulgado que em abril a inflação ao consumidor (CPI) avançou 0,3%, abaixo dos 0,4% projetados pelo mercado, o que acendeu a esperança de que as taxas de juros possam ser cortadas em breve. Com isso, tanto o S&P 500 como o Nasdaq 100 fecharam a sessão com recordes, cujos bons resultados se estendem até o momento. De qualquer forma, as expectativas deverão ir se ajustando nas próximas semanas, dado que, antes da leitura da inflação, algumas autoridades do Federal Reserve (Fed) indicaram que as taxas de referência deveriam continuar nos níveis atuais por mais algum tempo.
Pela sua alta integração econômica das cadeias de valor, os mercados na região da Ásia-Pacífico repercutiram de forma igualmente positiva os resultados estadunidenses. Assim, todos os índices operam hoje em terreno positivo, com destaque para o CNBC 100, que apresenta o maior avanço na China, apesar dos temores em relação ao crescimento do gigante asiático. Com os rendimentos dos títulos americanos em queda, assim como um recuo do dólar estadunidense, o apetite por investimentos voltou, o que é relevante não só para o mercado chinês mas para os mercados emergentes em geral.
A exceção nessa tendência de alta é a Europa, onde os resultados são mistos, com a maioria em baixa. A principal causa de baixa são as diminuições nas ações do setor imobiliário comercial, que ainda não conseguiu se recuperar desde a pandemia, dada a menor procura por espaços de escritórios em meio às novas opções de trabalho. Com perdas iminentes, existe uma preocupação de que isso possa afetar também os resultados de alguns bancos e seguradoras. Por outro lado, ontem a Comissão Europeia divulgou novas estimativas, indicando que espera um crescimento de 1% em 2024 para a União Europeia, e pelo lado da inflação, se espera que 2024 feche com 2,7%, para atingir o nível de 2,2% em 2025.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) segue os avanços da América do Norte, abrindo em alta nesta quinta-feira. Nos resultados econômicos, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), indicando um aumento de 1,08% em maio, após ter caído 0,33% no mês anterior. De qualquer forma, no anual, o índice acumula uma deflação de 1,27%.
Os preços dos grãos e do óleo fecharam levemente em alta no último pregão noturno (dia 16), mas em sentido contrário os valores do farelo recuaram.
Como anunciado ontem, o mercado aguardava as últimas atualizações da Associação Nacional de Processadores de Sementes Oleaginosas (NOPA, na sigla em inglês) sobre o esmagamento nos EUA, que diminuiu mais que o esperado. Em abril, o volume processado de soja totalizou 4,519 milhões de tonelada, o que indica um decrescimento de 15,5% em relação ao recorde histórico de março, assim como representa um nível 4,2% menor frente a abril de 2023.
No entanto, o mercado não reagiu negativamente, permitindo um novo avanço nos óleos, apesar de uma possível menor demanda nos EUA. Os dados de esmagamento e estoques de óleo de soja se encontram no Diário de Óleos Vegetais.
Novamente em alta, os preços do milho continuam com resultados positivos pelo segundo pregão noturno consecutivo.
Sobre o etanol nos EUA, segmento relevante para os preços do milho, foi indicado um aumento da produção na última semana, atingindo o nível mais alto desde o começo de abril. O avanço foi celebrado junto ao anúncio em Washington DC, onde um tribunal de apelações confirmou os atuais níveis de mistura entre biocombustíveis e petróleo, após as refinarias terem contestado o mandato, pedindo para diminuir os níveis de combustíveis renováveis na composição do produto comercializado.
Rali dos preços do trigo se mantém, agora também amparado por preocupações na oferta de outros países além do Mar Negro.
Aos fundamentos e as preocupações em relação às perdas na Rússia, se somam agora informes da Austrália, onde a seca estaria prejudicado a produtividade de localidades produtoras importantes no Sul do país.









