Os índices futuros das ações em Wall Street operam próximos da estabilidade no início desta sexta-feira (dia 17). Ontem (dia 16), investidores levaram o índice Dow Jones a um patamar recorde, nunca antes atingido (40 mil pontos). O impulso se deve à temporada de ganhos adicionais no curto prazo, especialmente pela realização de lucros satisfatória no primeiro trimestre do ano. A agenda de hoje prevê falas dos membros do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller e Mary Daly, que devem repercutir o ajuste das expectativas para o início de uma política monetária expansionista, após dados divulgados nesta semana demonstrarem uma inflação ainda aquecida nos Estados Unidos.
Os mercados operam sem direção definida na região da Ásia-Pacífico. As bolsas da China e de Hong Kong registram altas em função de incentivos anunciados ao desgastado setor imobiliário, pelo governo chinês. Além disso, novos dados indicam uma produção industrial chinesa melhor do que se esperava, no entanto, o bom desempenho não é acompanhado pelas vendas do varejo. Na Europa, os investidores refletem os dados de inflação da zona do euro em abril, que se mantiveram inalterados em relação ao mês anterior. Nesse sentido, expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) inicie uma sessão de cortes nas taxas de juros no próximo mês se mantêm.
Localmente, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia a sexta-feira em queda. Os investidores ainda refletem as mudanças no comando da Petrobras ao longo da semana, com as ações da estatal sustentando as quedas na bolsa do país. O mercado nacional aguarda divulgação, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD), referente ao primeiro trimestre de 2024, importante para analisar a renda das famílias.
No último pregão noturno da semana (dia 17), o complexo da soja avançou, principalmente nos preços dos grãos.
Com novas notícias chegando desde o Rio Grande do Sul, as preocupações do mercado se concentram na colheita dos últimos grãos de soja que ainda se encontravam no campo. Se bem a StoneX Brasil fez um primeiro corte, indicando uma perda de 13%, onde a safra gaúcha passaria de 23,05 para 20,05 milhões de toneladas, esse valor ainda poderia ter ajustes nas próximas semanas. Acesse a Matéria Especial sobre Enchentes no RS aqui.
A sexta-feira iniciou com estabilidade nos preços do milho, que apresentaram leve alta.
Ainda repercutindo positivamente as decisões internas em relação à regulamentação dos biocombustíveis, os preços dos combustíveis renováveis se apoiam na estabilidade do petróleo. Além disso, preocupações com as chuvas e a expansão do plantio no Meio Oeste geram leve alerta, que sustentam os valores negociados, porém sem grandes variações no calendário da nova safra.
Trigo caminha para fechamento semanal de alta, com destaque para os preços em Kansas.
Também houve altas nas bolsas de Chicago e Minneapolis, o principal estado produtor de trigo nos EUA mostrou a maior subida, ainda repercutindo as notícias recentes de que a seca teria afetado parte da produtividade das espigas que estão na fase final de maturação.
Ao mesmo tempo, um dos principais fundamentos do mercado trigueiro continua sendo o futuro da produção russa, onde, apesar do registro de chuvas para o árido sul do país, especialistas indicam que maiores índices de umidade seriam necessários para salvar parte importante da produção, pelo que o andamento do clima continuará exercendo um papel importante.









