Em Wall Street, os índices futuros das ações operam em alta neste novo começo de semana (dia 20). No fechamento anterior, na sexta-feira (dia 17), o índice Dow Jones conseguiu um novo recorde (fechando acima do nível de 40.000 pontos pela primeira vez). A marca histórica é uma demonstração otimista dos investidores, frente à combinação de crescimento econômico e perspectivas de redução nas taxas de juros em um futuro próximo, bem como a realização de lucros satisfatórios no primeiro trimestre do ano. Na agenda de indicadores, é aguardada a divulgação da ata do Comité Federal de Mercado Abierto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed), que deve fornecer os fundamentos que basearam a decisão de manter a taxa básica de juros estadunidense no mesmo patamar, no início deste mês. Além disso, os investidores aguardam falas de integrantes do Fed, que devem dar sinais dos rumos para a política monetária do país.
No mercado asiático, as bolsas também seguem tendência de alta. Os ganhos repercutem uma série de medidas do governo chinês para incentivar o mercado imobiliário, que enfrenta crises por vários anos consecutivos. Paralelamente, os preços do petróleo operam em baixa, após incertezas no campo político, com a morte do presidente do Irã, Ebrahim Raisi, em um acidente aéreo, e especulações quanto à saúde do rei saudita. O mercado europeu, por sua vez, apresenta leve recuperação no valor de seus índices, após quedas nos últimos dias.
No Brasil, o Ibovespa futuro (IBOV) opera em queda, após divulgação do boletim Focus nesta segunda-feira (dia 20). O documento indica que a expectativa dos agentes aumentou em relação à taxa de juros (Selic) para o final de 2024, que iria para 10%, o que significa um acréscimo de 0,25% em relação à projeção da semana anterior.
A semana começa com alta para os grãos e o óleo, que avançaram no último pregão noturno (dia 20), enquanto o farelo de soja recuou.
As preocupações continuam com a finalização da colheita no Sul do Brasil. Segundo a StoneX Brasil, 86% da safra 2023/24 tinha sido colhida até o final da semana passada, acima dos 80% da semana anterior, mas ainda abaixo dos 100% colhidos na safra 2022/23. Neste sentido, as últimas estatísticas publicadas pela Bolsa de Chicago indicam a manutenção da posição líquida vendida.
Alta do milho continua.
Sem grandes mudanças nos fundamentos, além das condições climáticas que poderiam atrasar o calendário do cereal, uma alta nos valores dos biocombustíveis, apoiados na valorização do petróleo, sustentam os avanços. Ao mesmo tempo, também foi vista uma maior aposta na cobertura de posições vendidas dos investidores, que apresentaram uma maior aposta por um melhor preço para o milho.
Fortes ganhos no trigo com as confirmações de perdas no Mar Negro.
Após alguns dias de especulações, o Ministro da Agricultura na Rússia indicou que as geadas danificaram cerca de 830 mil hectares no país, cerca de 1% da área plantada estimada. Além disso, o Sindicato de Exportadores de Cereais indicou que espera uma redução nas exportações, que ficariam em torno de 47 milhões de toneladas, quando o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) tinha projetado 53,5 milhões no começo de maio.
Também pesa nos fundamentos de baixa a seca no Kansas, principal produtor de trigo estadunidense, uma vez que as regiões com escassez de umidade corresponderiam já quase a metade do estado, índice superior ao observado no ano passado.









