Sem direção definida nos EUA, os índices futuros das ações apresentam leves avanços nos casos do S&P 500 e Dow Jones, mas apresentavam perdas o Nasdaq Composite. Além da ata da última reunião Comitê Federal de Mercado Abierto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed), o mercado segue de perto o último balanço da gigante de chips Nvidia, relevante para o setor tecnológico.
Todos os mercados europeus começaram a terça-feira com recuos. O índice regional Stoxx 600 se encaminha para sua maior queda diária nas três últimas semanas, liderada pelas perdas dos bancos. Em sentido contrário, um destaque foi o avanço das ações do setor farmacêutico, após a AstraZeneca anunciar que planeja quase dobrar a sua receita até 2030, no entanto, o impulso foi insuficiente para reverter a tendência de baixa.
Na região da Ásia-Pacífico, a maioria opera em baixa, com exceção da Índia, onde o índice Nifty 50 avança solitariamente. Apesar de ter enfrentado certa volatilidade nas últimas semanas, grandes pedidos concretados desde a indústria de construção naval ajudaram no avanço observado hoje, assim como ganhos no setor de bebidas. Analistas indianos indicam que, com as eleições em curso por lá, os resultados dos balanços das empresas que compõe o índice será relevante para manter o avanço. Considerada por muitos especialistas como “a nova China”, a Índia continuará no foco das atenções nos próximos meses e anos.
Localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu em alta, apoiado por duas das principais empresas do índice: a Petrobras e a Vale. A principal notícia econômica aguardada para hoje é a arrecadação fiscal em abril. No campo monetário, o câmbio começou a terça-feira em baixa, cotado ao redor de R$ 5,09. Mais detalhes são dados na Abertura de Câmbio.
Queda para o complexo da soja no último pregão noturno (dia 21), principalmente para os grãos.
O principal fator de baixa foi o importante aumento no volume negociado das posições líquidas vendidas em Chicago, que avançaram consideravelmente de um dia para o outro, capitalizando os avanços que tinham sido conseguidos nos preços.
Em relação com a demanda para a soja estadunidense, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as inspeções caíram para 184 mil toneladas, em comparação com as 433 mil toneladas da semana anterior. Assim, para a atual campanha de comercialização que se iniciou em setembro/23, as inspeções de soja acumulam até o momento 39,7 milhões de toneladas, frente aos 48,2 milhões de toneladas inspecionados no mesmo período da campanha anterior.
Preços do milho voltam a cair, repetindo os fundamentos da soja.
No caso do milho, foi observada a maior variação nas posições líquidas vendidas na Bolsa de Chicago. Além disso, o avanço das plantações no Cinturão do Milho no Meio Oeste igualmente foi outro fator de baixa. Se bem na semana passada o USDA indicou que as plantações se encontravam 5% atrasadas em comparação ao mesmo período do ano passado, o fato de se esperar uma maior área plantada para a campanha 2024/25 pesou nos sentimentos do mercado.
Trigo recua após forte rali da segunda-feira, mas perdas são atenuadas pela preocupação que ainda continua em relação com a oferta desde o Mar Negro.
Da mesma forma que aconteceu com a soja e o milho, foi visto que investidores capitalizaram os avanços nos preços do trigo, liquidando posições líquidas vendidas. Por sua vez, notícias desde a Ucrânia, de que as geadas não teriam prejudicado as plantações, atenuaram as preocupações. No entanto, o receio em relação à Rússia continua, pelo que isso serviu como freio para que a diminuição nos preços fosse menor.









