Após uma pausa pelo feriado do Memorial Day nos EUA, os índices futuros das ações começaram a terça-feira (dia 28) com resultados mistos. Enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançavam, o Dow Jones recuava nas primeiras negociações do dia. Na agenda econômica estadunidense, é aguardada a publicação do Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal, parâmetro de inflação favorito do Federal Reserve (Fed) para o monitoramento dos preços, que deverá ser publicado no final desta semana.
Por sua vez, os resultados europeus são igualmente mistos, com a maioria operando em baixa. Com resultados de lucros moderados em vários setores, os investidores se centram agora na futura decisão do Banco Central Europeu (BCE). Segundo últimos discursos de autoridades da instituição monetária, poderia se esperar uma redução na taxa de juros para junho, mostrando que o BCE poderia dar uma passo à frente das autoridades dos EUA, que mantém um posicionamento mais cauteloso. Ao mesmo tempo, os resultados na região Ásia-Pacífico são similares, com a maoria em baixa, com algumas exceções como o índice de referência chinês CNBC 100 que mostra ganhos. Por lá, o mercado segue de perto os resultados europeus e aguarda sinais de estabilidade ou recuperação desde o mercado estadunidense.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa opera em alta, apoiado pelos ganhos da Petrobras e dos grandes bancos. Além disso, boas notícias desde o Tesouro, que indicaram um superávit primário de R$ 11,1 bi em abril, animaram o mercado.
Grãos e farelo recuam, enquanto o óleo avança, no primeiro pregão noturno da semana (dia 28).
Apesar da preocupação com o balanço final brasileiro, o mercado começou a semana otimista em relação a uma oferta internacional folgada. Na sexta-feira passada, a StoneX Brasil atualizou o acompanhamento da colheita de soja, indicando que 100% estava colhido na maioria dos estados produtores, com exceção do Rio Grande do Sul, que ainda precisa retirar do campo os 8% faltantes para concluir oficialmente a safra 2023/24. Acompanhe a Colheita de Grãos no Brasil aqui.
Milho continua estável e avançando, após balanço semanal anterior positivo.
Além das preocupações com as plantações nos EUA, que foram afetados por fenômenos climáticos na semana passada, os avanços no trigo acabaram sustentando o milho, dada a alta correlação entre os preços das duas commodities. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) pouco mais de 70% do milho foi plantado em terras estadunidenses.
O mercado climático segue liderando o rali dos preços do trigo, que continuam avançando.
Como indicado ontem no relatório Semanal de Trigo da StoneX, as temperaturas mais altas e o clima seco na Rússia dão suporte aos preços do trigo. Após seca e geadas terem atingido o sul das lavouras russas, que constitui a principal região produtora no país, excesso de chuvas atingiram plantações na Sibéria, prejudicando o início das plantações de primavera. Com a produção do principal exportador em foco, os mercados internacionais continuarão seguindo de perto o monitoramento climático e a atualização nas estimativas de safra.







