Nos Estados Unidos, índices futuros operam em alta no primeiro pregão de junho. Na sexta-feira (dia 31), Wall Street encerrou de forma mista após a divulgação dos dados para a inflação de consumo pessoal (PCE, para a sigla em inglês) não ter empolgado os investidores. Os números demonstraram uma inflação ainda resistente, mas dentro das expectativas, o que pode indicar um prolongamento até que o Federal Reserve adote um ciclo de cortes na taxa de juros estadunidense, no entanto, ainda neste ano. Na conjuntura mensal, o mês de maio registrou ganhos em todos os três principais índices futuros, que alcançaram seu sexto mês positivo, nos últimos sete. Para a agenda semanal, espera-se a publicação dos dados que apresentam o desempenho do mercado de trabalho para o mês de maio nos EUA, o payroll, na sexta-feira (dia 07).
Nos mercados asiáticos, os principais índices futuros operam, majoritariamente, em alta. Os resultados positivos vêm em resposta aos dados de inflação (PCE), dos Estados Unidos, que aliviaram os investidores da região. Na Europa, a tendência segue a mesma, ampliando os ganhos da semana anterior. Ao longo da semana, as atenções se voltam para a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre a condução da política monetária da União Europeia.
No Brasil, por outro lado, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia a segunda-feira (dia 03) em queda. Os investidores aguardam os dados do Relatório Focus, de hoje, com projeções do mercado para a economia nacional. Além disso, é aguardada a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) para o primeiro trimestre de 2024.
Em baixa, no primeiro pregão noturno de junho (dia 03), o complexo da soja recua, principalmente nos preços dos grãos.
Como principal fator baixista do dia, se encontra a expectativa do mercado do que, na sua atualização de hoje pela tarde, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indique um bom progresso na nova safra no país.
Após um começo em baixa no pregão noturno, no fechamento foram observadas altas para o milho, mostrando uma tendência oscilante do mercado para o cereal.
O mesmo fator baixista da soja se estende para o milho, dado que, apesar do susto inicial com condições climáticas adversas, se espera a notícia de um bom avanço do plantio, já que na semana anterior já havia se alcançado a média dos cinco últimos anos. Porém, um alerta foi elevado por Arlan Suderman, especialista da StoneX, uma vez que, o excesso da umidade poderia também causar um efeito inverso nas condições da safra. Desta forma, a atualização do USDA de hoje será chave para medir o real impacto no desenvolvimento do milho, principalmente no Meio Oeste, região produtora mais relevante.
Forte escalada no trigo neste novo começo de semana, após um maior movimento nas posições líquidas compradas terem mostrado uma necessidade de proteção diante de possível menor oferta.
O alerta com a produção da Rússia continua pressionando os preços, que voltaram a subir exponencialmente nos mercados estadunidenses. Sendo a região do Mar Negro responsável por um terço das exportações mundiais, um impacto nas produções russa e ucraniana gerariam impactos no suprimento internacional. Porém, ao mesmo tempo, alguns analistas indicam que essa nova conjuntura abre também espaço para outros produtores, como os próprios estadunidenses, europeus ou australianos, ganharem novamente o espaço que tinham perdido pela dificuldade em competir com os baixos preços dos principais competidores.









