Os mercados estadunidenses iniciaram as atividades da quarta-feira (dia 05) em alta, ampliando os ganhos do dia anterior. Os investidores de Wall Street aguardam resultados satisfatórios do payroll: um mercado de trabalho fraco o suficiente para incentivar um corte na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed), mas não tão fraco ao ponto de despertar preocupações sobre uma possível recessão no país norte-americano. Para a agenda semanal, as atenções estão concentradas em analisar os dados da folha de pagamento privada, pedidos de seguro-desemprego e, ainda, dados sobre serviços e compras não-industriais, com previsão para serem divulgados ao longo da semana.
Na região da Ásia e Pacífico, as bolsas de valores operam em caráter misto. Os agentes aguardam os dados do mercado de trabalho estadunidense, que devem dar pistas sobre as decisões do Fed em um futuro próximo. No caso dos mercados europeus, as ações operam positivas no início deste dia, na prévia da reunião do Banco Central Europeu (BCE), que deve ocorrer amanhã (dia 06). A expectativa dos investidores é que ocorra o primeiro corte nas taxas de juros da União Europeia desde 2019.
No ambiente brasileiro, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou a quarta-feira em alta, mas logo virou para queda. Os investidores repercutem os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados no dia anterior, que indicou um crescimento de 0,8% para o PIB do primeiro trimestre, puxado pelo desempenho do setor de serviços. Os números demonstram uma retomada nas atividades, após resultados próximos da estabilidade para o terceiro e quarto trimestre do ano anterior.
Recuperação para os preços do complexo da soja em Chicago, principalmente para os grãos, enquanto o óleo se manteve estável no último pregão noturno (dia 05).
O ajuste nas estimativas para a produção de soja brasileira pesaram nos sentimentos do mercado, que passa a ver um menor excedente exportável no maior produtor mundial da oleaginosa. Ao mesmo tempo, essa alta foi freada pela boa colheita do vizinho no sul, já que os dados atualizados da balança comercial argentina indicaram que o país dobrou as suas exportações de soja em maio, mantendo o mercado internacional bem abastecido. Assim, apesar do receio com a oferta internacional, há um entendimento de que a recuperação argentina possa parcialmente compensar as perdas brasileiras.
Movimentos sem direção única permanecem para o milho, uma vez que houve baixas para os contratos de julho, mas altas para os valores futuros negociados para setembro.
Ainda repercutem no mercado as boas expectativas para a produção estadunidense, que além de mostrar um bom resultados na produtividade esperada, também estaria perto de terminar o plantio, que se encontraria já que 91%, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Assim, os mercados se encontram equilibrando as expectativas, com uma alta demanda esperada desde o México, assim como o novo corte para a produção de milho brasileiro feito pela StoneX, que pode ser acessado aqui.
Sem direção única nos EUA, preços se recuperam em Chicago e Minneapolis, mas caem em Kansas.
As movimentações para os valores negociados no trigo hoje são consideradas estáveis, uma vez que não foram observadas grandes variações nas subidas ou descidas. Enquanto no exterior os mercados negociam em base aos valores vistos na região do Mar Negro, nos EUA, expectativas favoráveis para a produção local pesam nas expectativas, principalmente em Kansas, principal produtor de trigo por lá. Na última atualização do USDA, foi indicado que as condições da produção de trigo são superiores não só ao ano passado, mas também passaram a média dos cinco últimos anos. O Acompanhamento da Safra de Trigo nos EUA pode ser seguido aqui.









