Em Wall Street, os principais índices futuros da bolsa de valores iniciaram a semana no vermelho. Os números negativos vêm em decorrência dos resultados do payroll, bem acima do esperado, que foram publicados na última sexta-feira (dia 07). O resultado, contrário às expectativas do mercado, demonstra uma atividade econômica ainda aquecida nos EUA e afasta as perspectivas de uma redução nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) num período próximo. Para a semana, a agenda guarda a decisão de juros pelo Federal Open Market Committee (Fomc), do Fed, na quarta-feira (dia 12). O mercado trata como certa a manutenção da taxa no mesmo patamar, no entanto, os investidores devem estar atentos a quaisquer sinais que Jerome Powell, presidente da instituição, pode fornecer. Além disso, espera-se a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) e o índice de preços ao produtor, do mês de maio.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados do Japão e Coreia do Sul operam de forma mista. Grandes mercados locais estão fechados no dia de hoje por motivos de feriado, mas para o Japão, onde as bolsas operam normalmente, os índices registraram alta diante de auxílios de ações financeiras e de eletrônicos. Os índices futuros europeus, por sua vez, operam em queda generalizada, após resultados das eleições para o Parlamento da União Europeia (EU) desapontarem os investidores. Os resultados iniciais indicaram que os partidos de extrema-direita devem ter maior participação nas deliberações legislativas europeias nos próximos cinco anos.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abriu as operações em alta nesta segunda-feira (dia 10). Os investidores aguardam dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), previsto para terça-feira (dia 11). Além disso, devem estar atentos aos compromissos do presidente do COPOM, Roberto Campos Neto, e do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Resultados positivos para o complexo da soja no primeiro pregão noturno da semana (dia 10).
Na agenda desta semana, são aguardadas duas atualizações importantes por parte do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Por um lado, hoje pela tarde, está a publicação das classificações de condições de safra. Enquanto, por outro lado, na quarta-feira (dia 12) será divulgado o relatório de oferta e demanda (WASDE).
Após ter começado as negociações com instabilidade, o resultado conseguiu ser positivo para a soja, principalmente para os grãos, sendo os que mais se valorizaram. Se bem se observou uma leve aposta por uma baixa nos preços dada uma movimentação entre investidores especulativos, também é aguardada a atualização a ser realizada pelo USDA, dado que os possíveis ajustes para o Brasil poderiam impactar os estoques finais, o que ajudou a sustentar os níveis observados nos preços.
Milho também avança neste começo de semana no pregão noturno.
Com o mercado climático em andamento, as últimas estatísticas da Commodity Futures Trading Commission indicaram que, na semana até 4 de junho, foram registradas maiores posições líquidas vendidas, ou seja, verificou-se uma aposta para os preços do milho. Porém, uma demanda fortalecida para os grãos estadunidenses levou novamente o balanço para o lado altista, permitindo que os preços avançassem neste começo de semana em Chicago. Para maiores detalhes sobre o Mercado de Clima, acesse a matéria especial preparada pela StoneX.
A baixa da sexta-feira passada para o trigo se estende no começo desta semana, principalmente em Kansas.
Ainda pesa nos sentimentos do mercado a decisão do governo da Turquia em suspender as importações de trigo entre junho e outubro deste ano. Sem a participação de uma dos maiores compradores do cereal da Região do Mar Negro, a oferta folgada volta a prevalecer, puxando os preços para baixo.
Além disso, as atualizações feitas pelo Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA indicaram que no sudoeste do Kansas, além de regiões no Texas e Oklahoma, choveu cerca de três vezes a quantidade normal no mês passado, e continuam previstas mais chuvas para os próximos dias, pelo que a previsão para uma boa produção estadunidense se fortaleceu, incidindo também nos preços.









