Nos EUA, os principais índices futuros iniciam as operações em queda hoje (dia 11). O dia é marcado pelo início da reunião do Federal Reserve (Fed), que deve se encerrar amanhã (dia 12) e tem por objetivo estipular os rumos que a condução da política monetária estadunidense seguirá nas próximas semanas. Após a reunião, espera-se uma conferência de imprensa que inclui falas do presidente da instituição, Jerome Powell. Os investidores acompanham atentos as falas, que são importantes para realinhar suas expectativas em relação ao nível atual e perspectivas futuras para a taxa de juros do país.
Na região da Ásia e Pacífico, os principais índices operam sem direção única. O mercado aguarda a decisão do Fed sobre as taxas de juros estadunidenses, além de dados sobre a inflação ao consumidor e ao produtor na China. Os mercados europeus, por sua vez, operam em baixa generalizada. O momento é de apreensão, na prévia da reunião do Fed que vai direcionar a política monetária estadunidense e tem poder para impactar os negócios para além dos Estados Unidos. Além disso, dados sobre o mercado de trabalho do Reino Unido demonstraram um aumento de 0,6% nos empregados assalariados no mês de maio.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou o dia no vermelho, mas logo virou para alta, na abertura das atividades desta terça-feira (dia 11). Os agentes do mercado acompanham os dados do IPCA do mês de maio, avaliado em 0,46%, acima do previsto anteriormente.
Com grãos e óleo em baixa, mas óleo em alta, os resultados do último pregão noturno (dia 11) foram diversos para o complexo da soja.
A aguardada atualização do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que 87% da soja foi plantada até domingo, à frente da média dos cinco últimos anos de 84%. No que tange a primeira classificação para a soja da temporada 2024/25, o USDA indicou que 72% foi classificada como boa ou excelente, acima dos 59% observados no mesmo período do ano passado. Desta forma, se bem muito ainda pode mudar com o andamento da safra, o início da nova campanha está acima da média dos dez últimos anos para classificações iniciais de soja, que é de 68%. Acompanhe a safra nos EUA nos mapas interativos da StoneX.
Com leve subida, os preços do milho mantém estabilidade.
Para a produção estadunidense de milho, o USDA indicou que 95% da safra foi plantada, acima dos 91% da semana anterior, e mantendo-se na média do observado nos cinco últimos anos. Sobre as condições, foi indicado que 74% estava em condições boas ou excelentes, bastante superior aos 61% do ano passado.
No Brasil, a atualização da StoneX indicou que a 1ª safra de milho 2023/24 está 99,6%, acima dos 90,9% colhidos na safra 2022/23. Já sobre os avanços da 2ª safra 2023/24, foi colhido 9,8%, superiores aos 2,7% da safra anterior. O acompanhamento da colheita no Brasil pode ser seguido aqui.
Resultados em diferentes direções para os preços do trigo nos EUA, com Kansas ainda em baixa, mas recuperação em Chicago e Minneapolis.
Em um movimento considerado como de estabilização, as altas registradas nas duas bolsas mencionadas ajudou a frear a queda observada ontem. A baixa no começo desta semana atingiu o nível visto no começo de maio, antes do rali dos preços pela preocupação com o clima na Rússia ter começado.
Uma notícia importante para seguir de perto nos próximos dias, foi o pedido feito pela União Russa de Exportadores de Grãos para a Turquia, solicitando que a proibição temporária de suspensão de importações de trigo fosse adiada por nove dias. Isto porque, existem preocupações das empresas para cumprir com contratos existentes antes que o ingresso dos seus produtos seja proibido.









