Nos Estados Unidos, os principais índices futuros de ações em Wall Street iniciaram a quinta-feira (dia 13) com suas operações sem direção única. Os resultados refletem os sentimentos mistos dos investidores após a decisão do Federal Reserve (Fed) sobre os juros, e na prévia de mais dados sobre a inflação do país. Na quarta-feira (dia 12), a inflação ao consumidor (CPI) do mês de maio demonstrou um arrefecimento maior que o esperado, gerando ânimo entre os investidores. No entanto, falas de Jerome Powell, presidente da instituição, indicam que haverá apenas um corte nas taxas de juros até o fim do ano, porém, dados que demonstrem uma convergência da inflação para a meta poderiam favorecer as reduções previstas.
Na região da Ásia e Pacífico, os principais índices futuros operam em caráter misto. Os resultados têm influência do anúncio de manutenção da taxa de juros estadunidense no mesmo patamar, pelo Fed, na quarta-feira. Amanhã (dia 14), o Banco Central do Japão deve anunciar sua decisão a respeito da política monetária do país, as expectativas são de que a decisão não seja de nova elevação, devido à pressão do dólar em relação ao iene.
Os mercados europeus, por sua vez, operam de forma generalizada em queda. Os investidores reagem de forma pessimista à política monetária dos EUA, e os indícios da sua condução ao longo do ano.
No mercado brasileiro, o índice Ibovespa futuro (IBOV) iniciou a quinta-feira em alta, reduzindo as perdas do dia anterior. O pico negativo do dia anterior se deve às preocupações com o quadro fiscal brasileiro. Por outro lado, os agentes acompanham os dados do varejo do mês de abril.
Ainda com resultados mistos no complexo da soja, o último pregão noturno em Chicago (dia 13) foi de avanços para os grãos e o farelo, mas de recuos para o óleo.
Ontem, na atualização mensal do seu relatório de oferta e demanda (WASDE), o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) manteve sem variações a produção mundial esperada, que continua em 422,26 milhões de toneladas, enquanto que o consumo se mantém em 401,63 milhões de toneladas, confirmando assim ainda uma maior oferta diante da demanda estimada. No entanto, foi feito um corte nos estoques finais de 0,5%, ficando assim o volume em 127,90 milhões de toneladas, e permitindo uma sustentação nos preços. Acesse o resumo do relatório de O&D do USDA aqui.
Milho continua firme nos níveis de preços.
Para o caso de cereal, o USDA fez leves ajustes para cima tanto na produção, que foi para 1.220,54 milhões de toneladas, quanto para o consumo, que aumentou para 1.222,16 milhões de toneladas, o que representa uma variação mensal positiva de 0,1% para os dois segmentos. Neste sentido, a situação é inversa à situação da soja, dado que para o milho a demanda projetada é maior que a oferta. Foi feita igualmente uma redução de 0,5% nos estoques finais, que ficaram em 310,77 milhões de toneladas.
Alta nos preços hoje é alavancada por menor oferta prevista.
Como aguardado pelo mercado, o USDA fez uma redução para a produção russa de trigo. De 88 milhões de toneladas divulgadas no mês anterior, o valor caiu para 83 milhões de toneladas. Na Matéria Especial divulgada pela StoneX acerca das secas na região produtiva do Mar Negro, foram indicados os detalhes que incidiram nas perdas produtivas russas. Se bem fatores baixistas como uma proibição de importações turcas afetaram os mercados nos últimos dias, a Rússia foi responsável por 24,8% do total negociado com o mercado externo na safra 2023/24, correspondendo a 53,5 milhões de toneladas embarcadas, o que inerentemente continua sendo relevante para o comércio internacional do trigo.







