Em Wall Street, os principais índices futuros iniciaram a semana sem direção definida, após semana de realizações entre os investidores. O contexto de altas entre as ações decorre de dados de inflação para o consumidor (PPI) e o produtor (CPI) mais fracos que o esperado, para o mês de maio. Para a semana, a agenda reserva a publicação dos dados de vendas no varejo dos Estados Unidos, na terça-feira (dia 19), o que deve servir como indicativo para o nível de aquecimento da economia estadunidense. Além disso, os investidores também observam falas de importantes dirigentes do Federal Reserve (Fed) ao longo dos próximos dias.
Os mercados asiáticos, por sua vez, operam majoritariamente em baixa. Os resultados refletem uma série de dados econômicos chineses, que apontam aumento de 5,6% na produção industrial e de 3,7% nas vendas do varejo. Apesar dos números positivos, as expectativas do mercado eram de um crescimento maior que o realizado, o que pode explicar os índices negativos nesta segunda-feira (dia 17). Paralelamente, os dados também demonstram que o mercado imobiliário chinês não reagiu às medidas de incentivo ao setor, após queda de 30,5% nas vendas de imóveis entre janeiro e maio.
Na Europa, as bolsas iniciam as atividades da semana de forma mista, enquanto as atenções dos investidores se concentram na decisão do Banco da Inglaterra (BoE) a respeito da condução da política monetária no país.
O mercado brasileiro abre suas operações da segunda-feira (dia 17) com o índice futuro Ibovespa (IBOV) no vermelho. O foco da semana se volta para a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que deve apontar a decisão sobre os rumos da taxa básica de juros no país. Em meio a esse contexto, observa-se uma valorização do dólar em relação ao real, o que torna os produtos de exportação brasileiros mais competitivos no mercado internacional.
O primeiro pregão noturno da semana (dia 17) manteve resultados baixistas para o complexo da soja.
Com a tendência de um fortalecimento do dólar prevalecendo, as exportações estadunidenses continuam perdendo competitividade, principalmente em um momento de alta competição com os grãos brasileiros mais baratos. Outro fator baixista é o aumento das posições líquidas vendidas em Chicago, onde especuladores aumentaram suas posições vendidas apostando para uma baixa nos preços da oleaginosa e seus derivados.
Também em baixa, os preços do milho seguem de perto o mercado climático nos EUA.
Além disso, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires indicou que, até o dia 12 de junho, 40% da colheita de milho estava concluído (na frente dos 38% do mesmo período no ano anterior). Com condições hídricas que favoreceram os rendimentos em estágios-chave para o desenvolvimento da cultura que foram semeadas mais tarde, áreas como o norte de La Pampa, a região oeste de Buenos Aires e o sul de Córdoba tiveram rendimentos acima da média.
Expectativas positivas para a colheita nos EUA e boa condições produtivas no Canadá pressionam os preços.
Se bem a produção do Mar Negro segue sendo monitorada, a preocupação em relação a isso deixou de ter principal relevância nos últimos dias. Assim, o mercado aguarda expectante as atualizações do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em relação à colheita do trigo, que deve ser divulgado hoje pela tarde. Já no que tange à produção no Canadá, foi noticiado que chuvas são aguardadas nas principais regiões produtivas nos próximos dias, principalmente em Alberta, o que reforçaria ainda mais a oferta no norte do continente americano.
Sobre a produção europeia, resultados heterogêneos são aguardados. Por um lado, boas expectativas permanecem para o leste da Europa, principalmente no sul da Espanha, enquanto, por outro lado, o oeste do continente ainda luta com as condições excessivamente úmidas, principalmente a França.









