Nos Estados Unidos, as bolsas iniciaram a sexta-feira (dia 21) em baixa. No dia anterior, os índices fecharam sem direção definida, mas com o índice S&P 500 atingindo seu marco de 5.000 pontos pela primeira vez. As quedas verificadas no dia de hoje são justificadas pela perda de força do rali impulsionado pelo setor de tecnologia, com destaque para as empresas de inteligência artificial (AI). Outro destaque vai para a posição global do dólar, que teve uma semana de valorização frente as outras principais moedas pelo mundo. Para a agenda de hoje se espera a divulgação de dados do PMI da indústria e de serviços.
Os mercados asiáticos operam majoritariamente com perdas, na sexta-feira. O desempenho negativo do índice Nasdaq, no dia anterior, pressionou as atividades das empresas de tecnologia da região. No Japão, os seis dias consecutivos de queda no iene eleva as preocupações de que seja necessária uma interferência nos termos de troca japoneses. Na Europa, por sua vez, as ações operam em caráter misto, após os dados do PMI demonstrarem uma queda de inesperada para o mês de junho.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia as atividades da sexta-feira em leve queda, após registrar ganhos no dia anterior. A semana foi marcada por um enfraquecimento do real, com o dólar fechando a quinta-feira (dia 20) cotado em R$5,4618, mesmo nível de quase dois anos atrás. Pode-se dizer que a manutenção da taxa Selic em 10,50% pelo COPOM, na quarta-feira (dia 19), não foi suficiente para manter os ânimos dos investidores elevados por muito tempo.
Resultados mistos para o complexo da soja no último pregão noturno (dia 21), com avanços nos grãos e no farelo, mas recuos no óleo.
Estabilidade nos preços da soja, que praticamente inverteram os resultados do pregão noturno de ontem, onde grãos e farelo apresentaram perdas, enquanto o óleo tinha registrado leve avanço. Desta forma, os contratos futuros voltaram a se equilibrar.
Nos EUA, pelo lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou ontem que as vendas líquidas por exportações de grãos aumentaram 48% semanalmente, quase duplicando a média das quatro últimas semanas. Os destinos se concentraram em três destinos, com a liderança da China (38%), e seguido pelo Egito (28%) e a Indonésia (12%).
Leves avanços no milho, cujos preços permanecem estáveis hoje após as baixas registradas no pregão noturno anterior (dia 21).
Pelo lado da demanda interna do milho nos EUA para a indústria de biocombustíveis, foi registrado que tanto a produção como os estoques de etanol aumentaram semanalmente. Segundo atualização da EIA (Energy Information Administration), na semana encerrada até o dia 14 de junho, houve um aumento de 3% na produção, que registrou uma média de 1,05 milhão de barris por dia. Já os estoques aumentaram 2% semanalmente, indo para 23,617 milhões de barris. O aumento produtivo foi liderado pela região no Meio Oeste, que concentra mais de 90% do total produzido.
Recuperações nas bolsas que negociam o trigo nos EUA, mas avanço foi insuficiente para recuperar as baixas de ontem.
Enquanto os estoques globais continuam em discussão, principalmente com ajustes que ainda possam ser feitos para a Rússia e a União Europeia, principalmente na França, nos EUA e Canadá as perspectivas são positivas, e é isso o que mais influência hoje nas bolsas estadunidenses.
A demanda asiática continua em dúvida, já que, se bem o USDA indica nas suas projeções menores compras desde a China por maior abastecimento local, o gigante asiático importou em maio 1,84 milhão de toneladas, um dos maiores valores registrados desde 2013. A França foi a maior fornecedora, seguida pela Austrália e depois por Canadá. Já na Índia, ainda não foram anunciadas mudanças nas regras de importações, reduzindo ou eliminando taxas, mas foi notado um aumento nos preços internos, o que poderia ir pressionando para que compras desde o exterior possam aumentar os estoques internos.









