Nos Estados Unidos, os principais índices futuros iniciaram o dia com perdas, após oscilarem bastante no dia anterior. Para o dia de hoje, os investidores aguardam a divulgação da versão final do Produto Interno Bruto (PIB), referentes ao primeiro trimestre. Por outro lado, também devem acompanhar o primeiro debate deste ciclo eleitoral, entre o presidente dos EUA, Joe Biden, e seu concorrente nesta disputa, Donald Trump. Além disso, há muitas expectativas voltadas aos dados de inflação de despesas de consumo pessoal (PCE) do mês de maio, o principal índice utilizado pelo Federal Reserve (Fed) como referência para a condução do regime de taxa de juros do país. Em meio a esta conjuntura, o dólar tem se valorizado em ritmo acelerado nos últimos dias, em comparação às outras principais dívidas internacionais.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados têm acompanhado a tendência de queda observada nas ações estadunidenses. Para a região, a forte desvalorização do iene japonês em relação ao dólar americano, que levou a divisa asiática a nível próximo da sua mínima em 38 anos, foi determinante para o fechamento negativo das operações. No caso das bolsas europeias, a orientação das atividades também é no sentido de queda, em um contexto de receio por parte dos investidores, diante de indícios inflacionários pelo mundo.
O mercado brasileiro, por sua vez, segue em direção contrária aos demais principais índices futuros do globo. O Ibovespa (IBOV) opera em alta na manhã desta quinta-feira (dia 27), ampliando os ganhos da sessão anterior. No entanto, o destaque vai para a cotação do dólar comercial no país que, apesar de abrir o dia em queda, permanece em patamares historicamente elevados. Um dólar comercial mais caro torna importações mais caras também, gerando preocupações com relação à inflação e, consequentemente, dificultando um posicionamento expansionista na condução da política monetária do país.
Os preços dos grãos e do óleo de soja se recuperaram no último pregão noturno (dia 27), mas os valores do farelo recuaram.
As atenções estão voltadas para a divulgação do relatório trimestral de estoques, assim como a atualização da área cultivada em 2024, que será feita amanhã pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
Estimativas do mercado esperam um aumento dos estoques em um pouco mais de 20%, quando comparado ao mesmo período do ano passado, atribuindo os resultados à diminuição das exportações nos últimos meses. Sendo assim, se espera que a soja estocada nos EUA possa ser de 962 milhões de bushels (o que representa pouco mais de 26 milhões de toneladas).
Valores negociados para os contratos futuros do milho continuam avançando levemente.
Também aguardando a atualização dos dados a ser divulgados pelo USDA amanhã, os investidores se posicionaram, na expectativa de que um aumento das exportações possa sustentar os preços. Em outra atualização, a EIA (Energy Information Administration) anunciou que a produção semanal de etanol caiu nos EUA. Com baixa de 1% quando comparado com a semana anterior, foi registrado 1,057 milhão de barris por dia. A região do Meio Oeste foi a responsável pela queda, já que concentra a maior parte do etanol estadunidense produzido, tendo passado de 998 mil para 987 mil barris/dia.
Uma notícia muito comentada desde o mercado asiático foi a permissão, desde o governo da Índia, para importações, mesmo que limitadas, de milho. Outros produtos também tiveram seus impostos de importações reduzidos ou abolidos, em uma tentativa estatal para tentar reduzir a inflação de alimentos.
Recuperação dos preços nas bolsas estadunidenses, onde após três pregões noturnos seguidos de baixas, Chicago e Kansas passaram a acompanhar Minneapolis nas altas.
A recuperação é atribuída a ajustes técnicos, mas os ganhos foram limitados pelo rápido avanço da colheita dos EUA, assim como pela estabilização do clima na região do Mar Negro. Desta forma, sem grandes variações nos fundamentos, os investidores continuam aguardando novidades desde os mercados asiáticos, uma vez que a permissão das importações indianas para milho e óleo de girassol poderia estender-se também para o trigo nas próximas semanas.







