Grãos | Chamada de Abertura
ÓLEO: ALTA; SOJA, FARELO, MILHO, TRIGO: BAIXA
Mercado Externo – Estados Unidos, Ásia: mistos; Europa: alta
Em Wall Street, os principais índices futuros iniciaram as atividades de forma mista nesta sexta-feira (dia 12), assim como no fechamento anterior. Os investidores repercutem o índice de preços ao consumidor (CPI), de junho para os Estados Unidos. Os dados demonstraram uma deflação e uma desaceleração na economia estadunidense, o que reforçou as expectativas para cortes nas taxas de juros estadunidenses pelo Federal Reserve (Fed), ainda este ano. Nesse sentido, o acompanhamento dos dados de inflação para o segundo semestre torna-se ainda mais importante para verificar o caráter sustentável por trás desta dinâmica benigna que a inflação tem demonstrado. No campo político, confusões em falas do presidente Joe Biden, desta vez em uma entrevista coletiva no encerramento da cúpula da Otan, repercutem mais uma vez. A recorrência acaba renovando os questionamentos sobre a sua escolha como representante do partido democrata ao pleito eleitoral que decidirá o novo presidente dos EUA neste ano.
Na região da Ásia e Pacífico, as bolsas seguem sem direção única. Em Tóquio, a bolsa interrompeu a sequência de máximas que vinha atingindo enquanto se observava forte recuperação do Iene, sob suspeita de intervenção do Banco Central do Japão. Entre os mercados europeus a tendência é de valorizações, após dados indicarem retração na inflação dos EUA, Alemanha, França e Itália.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) opera em alta no início da sexta-feira (dia 12), reforçando ainda mais os ganhos da semana. No cenário nacional, investidores devem estar atentos às falas do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em participação de evento em São Paulo.
Soja misto
Recuos nos grãos e no farelo, com leve alta do óleo no último pregão noturno (dia 12).
Apostas baixistas antes da publicação do relatório de oferta e demanda (WASDE) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O mercado coincide hoje em que as exportações devem estar no centro das atenções. Sempre existe a possibilidade de ter surpresas com a produção, mas uma questão importante é que as exportações estadunidenses de soja estão no seu nível mais baixo dos últimos 24 anos.
Em relação ao maior comprador de soja do mundo, a China atualizou seus dados alfandegários com o fechamento de junho, indicando maiores compras da oleaginosa brasileira. Aproveitando os preços competitivos do Brasil, compradores chineses aumentaram 10,7% as importações, se adiantando antes da temporada de exportações dos EUA no quarto trimestre do ano.
Milho em baixa
Em semana instável, preços do milho voltam a cair.
Dois fatores incidem nos sentimentos baixistas de hoje: a expectativa de um maior estoque nos EUA, assim como um avanço mais rápido na colheita de inverno no Brasil.
O aumento da área plantada nos EUA, que vem sendo acompanhado por condições climáticas favoráveis, se espera influencie em um ajuste para cima nos níveis de estoques. Enquanto, no Brasil, a colheita da segunda safra de milho se encontra bastante adiantada para a safra 2023/24, em 63,7%, enquanto no mesmo período da safra 2022/23, o nível colhido se encontrava somente em 26%. Confira o acompanhamento da safra de grãos aqui.
Trigo em baixa
Valores negociados voltam a cair no início desta sexta-feira.
Apesar das baixas em vários exportadores importantes para a safra 2024/25, as perdas menores as esperadas na produção russa voltaram a exercer pressão baixista. Desta forma, o ajuste feito por agências russas, que passaram de 80,7 para 84,1 milhões de toneladas, exerce pressão.
Em sentido contrário, a Bolsa de Comércio de Rosário anunciou uma baixa de 2,4% nas suas estimativas para o trigo argentino, esperando-se agora 20,4 milhões de toneladas, pelo que também se aguarda o possível ajuste que o USDA possa fazer hoje e como isso impactará as expectativas para a produção trigueira na América do Sul.
TABELAS E INDICADORES
Fonte: StoneX cmdtyView.
Fonte: StoneX cmdtyView. Diferença calculada em relação ao dia anterior.




