Grãos | Chamada de Abertura
SOJA, ÓLEO, MILHO, TRIGO: ALTA; FARELO: MISTO
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa: baixa; Ásia: misto
Nos Estados Unidos, os principais índices futuros operam em queda na abertura desta quarta-feira (dia 17), reduzindo os ganhos obtidos no pregão anterior. Os resultados do segundo trimestre do setor financeiro têm animado os investidores de Wall Street, após os números reportados pelo Bank of America e pelo Morgan Stanley superarem previsões de analistas. No entanto, o sentimento otimista não perdurou por muito tempo, a véspera da divulgação de dados sobre a produção industrial e do Livro Bege trouxe um clima apreensivo para a abertura dos mercados. O Livro Bege deve trazer a visão do Federal Reserve (Fed) sobre o cenário econômico de diferentes regiões do país. Paralelamente, as expectativas acerca de um corte nas taxas básicas de juros já em setembro/24 se consolidam, com os traders apostando em 93,3% de probabilidade para este caminho, segundo a ferramenta CME FedWatch.
Entre os mercados asiáticos, os principais índices futuros operam sem direção única, mas prevalecendo a tendência de baixa. Os investidores seguem acompanhando os desdobramentos da reunião conduzida pelo Partido Comunista Chinês nos últimos dias, com expectativas sobre o anúncio de novos estímulos à economia do país asiático. Na Europa, a tendência é de queda, impulsionada pelas perdas da empresa holandesa de semicondutores, ASML, após anúncio de possíveis restrições ao seguimento pelo governo dos EUA.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abre em queda, após interromper uma longa sequência de altas. O mercado segue repercutindo falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que o líder do executivo afirma que fará o necessário para cumprir com as regras do arcabouço fiscal, mas não é obrigado a respeitar uma meta, no caso de verificar demandas mais importantes para atender.
Soja misto
Com a maioria em alta, principalmente para os grãos, o complexo da soja se recuperou no último pregão noturno (dia 17). A exceção foi o farelo, que teve poucas variações e resultados negativos levemente negativos para os contratos de outubro.
Uma demanda aquecida, principalmente desde a China, exerceu otimismo entre os investidores institucionais, que voltaram a apostar na alta da oleaginosa, mostrando-se como maiores compradores líquidos de contratos futuros. Pela competitividade dos preços, os grãos preferidos pelos chineses continuam sendo aqueles vindos do Brasil, mas alguns vendedores ainda continuam aguardando uma maior alta dos preços de liquidar suas posições físicas. Lembrando que, segundo a StoneX, a comercialização de soja no Brasil para a safra 2024/24 se encontra em 72,3%.
Milho em alta
Avanços pelo segundo pregão noturno consecutivo para o milho.
Condições climáticas adversas na Europa e no Mar Negro ajudam a sustentar hoje os preços, onde contratos futuros voltaram a ser comprados diante de possíveis perdas na produtividade esperada. Na Ucrânia existe a preocupação de que 35% do milho possa ser perdido devido ao clima quente e à seca, enquanto na Romênia estimam que entre 15% a 30% do cereal foi queimado pelo calor e a escassez de umidade. Da mesma forma, meteorologistas indicaram também que, possivelmente, a semana termine com menores níveis de umidade no sul do Brasil, ajudando a reforçar o alerta para os suprimentos globais do milho e, consequentemente, incentivando também maiores compras líquidas de contratos futuros.
Trigo em alta
Pela primeira vez na semana, as bolsas estadunidenses mostram ganhos para os preços do trigo no mercado noturno.
Após as fortes baixas no começo da semana, que levaram os preços para os níveis mais baixos nos últimos quatro meses, viu-se um maior aumento da demanda, principalmente desde a Ásia e o Norte da África. Porém, a ampla oferta esperada desde os principais produtores é um fator importante de freio para que esses preços possam continuar subindo.
TABELAS E INDICADORES
Fonte: StoneX cmdtyView.
Fonte: StoneX cmdtyView. Diferença calculada em relação ao dia anterior.




