Grãos | Chamada de Abertura
ÓLEO, TRIGO: ALTA; FARELO: MISTO; SOJA, MILHO: BAIXA
Mercado Externo – Estados Unidos, Ásia: misto; Europa: alta
Em Wall Street, os principais índices futuros operam sem direção única, por um motivo que analistas chamam de “rotação de ações”. Passada a mega capitalização de empresas de tecnologia, o momento é de retração nas ações deste setor. Na frente econômica, os investidores estão atentos às declarações de membros do Federal Reserve (Fed) e dados econômicos referentes ao mercado de trabalho estadunidense. Ainda, estão acompanhando a divulgação de balanços empresariais referentes ao segundo trimestre de 2024, para o dia de hoje, as maiores expectativas são para os números da Netflix. No campo político, as tensões seguem em torno das eleições presidenciais dos Estados Unidos, especialmente do lado democrata, em que a tentativa de reeleição de Joe Biden segue sendo questionada.
Entre os mercados asiáticos, os principais índices futuros seguem a tendência mista observada nos Estados Unidos. As perdas observadas nas ações de tecnologia em Nova York surtiram efeitos negativos pela região. Na Europa, por sua vez, a abertura dos mercados na quinta-feira (dia 18) apresenta ganhos, em momento que os investidores aguardam a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre a condução da política monetária para o bloco econômico, após um primeiro corte na reunião de junho. Analistas esperam mais dois cortes na taxa básica de juros ainda este ano, em setembro e depois em dezembro.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abre em queda. Entre os investidores, repercute a condução da política fiscal no país. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, postulou o compromisso do governo em não exceder os gastos à arrecadação, o que deverá ser observado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2025, com previsão de votação entre agosto e setembro, no Congresso.
Soja misto
Resultados opostos para o complexo da soja no último pregão noturno (dia 18), com grãos em queda, o farelo que continua operando misto, e o óleo que teve leve recuperação.
Ainda temos tempo pela frente, mas uma das possíveis melhores safras dos últimos anos no Meio Oeste, com boas chuvas na última semana e clima ameno esperado para os próximos dias, além de uma menor moagem nos EUA, estão gerando a tormenta perfeita, que fez a soja atingir o menor nível dos quatro últimos anos. Especificamente sobre o mercado climático, a onda de calor vista anteriormente no cinturão produtivo mais importante do país tinha elevado o alerta, porém, os resquícios do furacão Beryl trouxe boas chuvas, que continuaram pelos próximos três dias, que junto a um clima mais frio gerariam menos estresse nas plantas.
Milho em baixa
Milho volta a cair após começo de semana positivo.
Pelo lado produtivo, as condições são boas, dado que o milho compartilha parte importante das regiões produtivas com a soja. E, pelo lado da demanda interna, os movimentos respondem positivamente. Na sua atualização semanal, a EIA (Energy Information Administration) indicou que a produção de etanol chegou ao seu nível mais alto nos seis últimos meses. Sendo assim, a semana finalizada em 12 de julho passou para 1,106 milhão de barris por dia, frente aos 1,054 milhão de barris/dia da semana anterior. A região Centro Oeste, que concentra 95% da produção nacional, foi a principal responsável desse aumento produtivo, tendo um avanço de 4% na produção de barris/dia na última semana.
Trigo em alta
Principal avanço nas bolsas estadunidenses é visto em Minneapolis, e leve alta em Chicago e Kansas.
Apesar das boas expectativas para o oferta mundial, a recuperação da demanda continua sustentando os preços. Os destaques são as compras feitas pela Argélia, que comprou entre 700 a 750 mil toneladas de trigo na sua última licitação internacional, enquanto o Egito adquiriu 770 mil toneladas de trigo russo, sua maior compra única desde 2022.
TABELAS E INDICADORES
Fonte: StoneX cmdtyView.
Fonte: StoneX cmdtyView. Diferença calculada em relação ao dia anterior.






