Grãos | Chamada de Abertura
SOJA, ÓLEO: ALTA; FARELO, MILHO, TRIGO: BAIXA
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa, Ásia: alta
O último dia de julho começou com altas em Wall Street, onde os índices futuros de ações refletem a recuperação nas ações de tecnologia, além de expectativas otimistas em relação a um futuro corte na taxa de juros estadunidense. No campo macroeconômico, o Federal Reserve (Fed) está em foco com a famosa “super quarta” que anunciará as decisões das autoridades, onde o mercado sinaliza agora que possivelmente a primeira redução na taxa de política monetária possa ocorrer em setembro próximo, esperando inclusive alguns que até o final de 2024 aconteça um novo corte, totalizando então duas reduções após a maior alta em duas décadas.
Mantendo o ímpeto positivo, as ações nos mercados europeus sobem novamente hoje (dia 31), alavancadas pelas ações tecnológicas. Em Londres houve uma subida de 2,7% nas ações do setor tecnológica, com a liderança da empresa holandesa de chips ASML. Nos mercados asiáticos, a maioria dos índices também opera em alta, com exceção de um leve recuo em Taiwan, também repercutindo os ganhos vistos nos EUA com as empresas tecnológicas.
No Brasil, o começo do dia foi igualmente otimista, com o índice futuro Ibovespa (IBOV) abrindo em alta. Por aqui se aguarda a decisão do Fed, que deve manter a taxa de referência no atual patamar, entre 5,25% e 5,50%. Logo depois, o Banco Central do Brasil também deve anunciar o nível de taxa de juros local, onde o mercado aposta por uma manutenção do nível atual, em 10,50%. Porém, o realmente aguardado é o documento com a leitura econômica do momento, já que é esperada uma alerta por preocupações com a política fiscal e a inflação.
Soja misto
Com direções opostas, o último pregão de julho (dia 31) trouxe uma leve recuperação para os grãos e o óleo, mas o farelo continuo caindo. Assim, o complexo da soja caminha para um fechamento mensal negativo.
A recuperação vista nas negociações noturnas vem de ajustes técnicos vistos nas últimas horas, porém, os níveis de preços continuam perto dos menores valores vistos desde 2020, com a perspectiva favorável para a produção estadunidense de grãos e as preocupações com a recuperação da economia chinesa e a sua capacidade importadora.
Milho em baixa
Terceiro pregão consecutivo de baixa para o milho, ainda afetado pelas expectativas produtivas positivas.
Nos EUA, algumas análises agronômicas estão mostrando detalhes do andamento da safra em comparação ao ano anterior. Em partes da região oriental do Cinturão de Milho, a maioria dos cultivos mostra um potencial ideal, alcançando uma altura que não tinham conseguido no ano anterior. Já em outras regiões, a compactação do solo impactou no desenvolvimento das raízes, que ao invés de crescer verticalmente passaram a fazê-lo para os lados, ficando expostas e, em caso de estresse por clima seco nas próximas semanas, sendo mais suscetíveis de perdas.
Trigo em baixa
Em queda mais uma vez, continuam pesando nas bolsas estadunidenses as amplas disponibilidades internas, assim como uma baixa nas cotações do Mar Negro após a recuperação russa.
Notícias produtivas chegam hoje desde a Argentina, onde temperaturas congelantes estão afetando o trigo. Na região norte de Província de Buenos Aires foram registradas temperaturas de -4 °C, afetando as condições que já eram adversas pela baixa umidade, já que julho de 2024 está por ser declarado o mês mais seco em quase sessenta anos.
TABELAS E INDICADORES
Fonte: StoneX cmdtyView.
Fonte: StoneX cmdtyView. Diferença calculada em relação ao dia anterior.






