Grãos | Chamada de Abertura
TRIGO: ALTA; SOJA, FARELO: MISTO; ÓLEO, MILHO: BAIXA
Mercado Externo – Estados Unidos: alta; Europa, Ásia: misto
Agosto começou positivamente para os índices futuros de ações em Wall Street, que avançaram. Ontem, a esperada atualização do Federal Reserve (Fed) manteve as taxas estáveis (no intervalo entre 5,25% e 5,50%), como já se esperava, indicando justamente que os sinais para a queda da inflação continuam se consolidando. Porém, a surpresa do comunicado feito pelo seu presidente, Jerome Powell, foi a preocupação sinalizada com a contração da atividade econômica, o que confirmou as expectativas de que o primeiro corte nas taxas de juros aconteça justamente no próximo mês de setembro.
Por sua vez, tanto na Europa como na Ásia os resultados continuam mistos. Nos mercados europeus, a notícia do dia foi o corte anunciado pelo Banco da Inglaterra (BoE), que realizou a primeiro redução de juros em quatro anos, indo de 5,25% para 5%. Já entre os mercados asiáticos, o destaque ficou para o índice Nikkei 225, que caiu por perdas em ações imobiliárias e por menores ganhos dos exportadores.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abriu novamente em alta. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa de juros brasileira (Selic) em 10,50%. O destaque foi o comunicado, onde as autoridades do Banco Central do Brasil indicaram que uma política fiscal crível e uma estabilidade na taxa de câmbio são elementos importantes que precisam ser corrigidos.
Soja misto
Ainda com resultado mistos, o complexo da soja fechou o primeiro pregão noturno de agosto (dia 01) com variações menores aquelas observadas no começo da semana. Tanto os grãos como o farelo se recuperaram nos contratos com vencimento mais próximo, enquanto o óleo apresentou uma leve queda.
Pelo lado produtivo, bons níveis pluviométricos vem sendo observados no Meio Oeste dos EUA. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, Illinois, Iowa e Nebraska receberam boas precipitações, que se estenderiam pelos próximos dias, assim como em regiões de Indiana, Kentucky e Ohio.
Sobre as vendas líquidas por exportações, a atualização semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que houve uma recuperação nos níveis de grãos comercializados, mas tanto o farelo como óleo foram menos vendidos. Sobre os dados de esmagamento, cuja atualização que deve ser publicada pela tarde, o mercado espera uma desaceleração nas estatísticas.
Um tema comentado no âmbito político, foi uma carta assinada por senadores dos dois partidos e entregada para a Secretária do Tesouro, Janet Yellen, sobre os incentivos fiscais para a produção de biocombustíveis. Especificamente, o pedido solicita que as isenções fiscais sejam somente para o óleo produzido com grãos estadunidenses, uma vez que é visto um aumento progressivo nas importações de óleo de cozinha usado, o que, segundo os assinantes, estaria funcionando como um desincentivo para a produção local de grãos.
Milho em baixa
Ainda em queda, os preços do milho caíram nas negociações noturnas pelo quarto pregão consecutivo.
O mês mais importante para o mercado climático nos EUA começa com baixas históricas para o milho, cujos preços futuros caíram para o menor nível em quase quatro anos nesta quinta-feira. Com poucas expectativas de melhoras para uma melhora nas cotações negociadas, uma vez que bons níveis de chuvas vem caindo nas principais regiões produtoras, foi visto que alguns agricultores começaram a vender o milho da safra antiga que ainda estava armazenada esperando melhores preços, assim vai-se abrindo espaço nos silos para a próxima colheita.
Trigo em alta
Recuperação para as cotações do trigo, após um começo de semana com fortes reduções.
Hoje o mercado olha para a Europa, onde o clima no eixo ocidental continua ameaçando a colheita, uma vez que as tempestades e as novas previsões estão colocando em xeque a produção francesa. Desta forma, ainda maiores importações desde a União Europeia poderiam ser esperadas, o que sustentou as altas nas negociações. Por outro lado, após menores níveis de umidade, chuvas na Austrália estão melhorando as perspectivas para 2024/25, porém uma menor demanda desde os mercados asiáticos é uma preocupação, principalmente desde a China.
TABELAS E INDICADORES
Fonte: StoneX cmdtyView.
Fonte: StoneX cmdtyView. Diferença calculada em relação ao dia anterior.




