Grãos | Chamada de Abertura
SOJA, FARELO: BAIXA; MILHO, ÓLEO, TRIGO: ALTA;
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa, Ásia: baixa;
O mercado acionário dos Estados Unidos enfrenta momento delicado, com os principais índices de Nova York apresentando fechamento com fortes quedas no dia anterior, e ampliando as perdas na manhã desta quarta-feira (dia 04). A semana é marcada por um clima apreensivo entre os investidores, enquanto aguardam a divulgação do payroll, o relatório mais importante que trata de dados do mercado de trabalho no país. Neste ambiente, o índice VIX, que mede a instabilidade do mercado, chegou a subir acima dos 30%. No dia anterior, os dados do PMI Industrial indicaram mais um mês de retração na atividade do setor nos Estados Unidos, vindo novamente abaixo da linha dos 50. O mercado se manterá atento aos dados de atividade econômica no país, que podem fornecer melhores argumentos ao Federal Reserve (Fed) para adotar uma condução mais enfática da política monetária, podendo já executar um corte de 50 pontos-base na próxima reunião do FOMC, marcada para o dia 18 de setembro. No entanto, a maioria das apostas ainda se concentra em um corte de 25 pontos-base.
Entre os mercados da Ásia e Pacífico, a tendência é a mesma observada nos EUA: de baixas, impulsionados pelas liquidações de ações do setor de tecnologia e inteligência artificial em Wall Street. Na Europa, o movimento é o mesmo observado nas demais praças. Surgem incertezas no setor de tecnologia, devido às preocupações relacionadas às perspectivas de crescimento global.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia suas operações na quarta-feira (dia 04) em queda, mesma direção observada internacionalmente. No cenário nacional, o tempo seco e queimadas trazem novas preocupações. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou o acionamento de usinas termelétricas, como medida preventiva aos desafios do sistema elétrico do país. Vale lembrar que a energia produzida por estes meios é mais cara, o que deve refletir nas contas pagas pelos consumidores, podendo ter efeitos sobre a inflação do país.
Soja em alta
Os preços futuros da soja enfrentam momento de baixa, em meio a possibilidade de que a China comprasse mais soja dos Estados Unidos. As perdas retiram ganhos que o mercado obteve em pregões anteriores.
A demanda mundial pela soja tem se mostrado enfraquecida ultimamente, no entanto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou um aumento de inspeções de exportações e vendas no país nos últimos dias, o que deve permanecer sob o radar dos investidores.
Milho em baixa
Com relação ao mercado de milho, seus preços futuros enfrentam um momento de baixa, com níveis próximos das mínimas observadas em 2020. O motivo para tais circunstâncias é a oferta global abundante, apontada recentemente por relatórios do USDA e crop tours de empresas privadas de consultoria.
Analistas afirmam que os preços continuam a se recuperar, após um movimento de alta iniciado há uma semana. Os fatores que têm impulsionado os resultados são uma combinação de fechamento de posições vendidas, aumento na demanda de exportação de grãos dos EUA e preocupações climáticas devido a um final de ciclo excessivamente seco na região do Corn Belt.
Trigo em baixa
As preocupações relacionadas à safra europeia de trigo trouxeram novas altas aos preços internacionais do cereal. As fracas colheitas para importantes países produtores da região, como França e Alemanha, devido às condições climáticas adversas, reduziram o potencial produtivo mundial. No entanto, é esperado um aumento produtivo para outros países que deve mais que compensar as reduções na Europa.
Os novos desdobramentos conseguiram trazer um pouco mais de ânimo aos vendedores de trigo, que vinham enfrentando muitas semanas seguidas de baixas. Os preços chegaram a se aproximar das mínimas de 4 anos.
TABELAS E INDICADORES
Fonte: StoneX cmdtyView.
Fonte: StoneX cmdtyView. Diferença calculada em relação ao dia anterior.




