Os principais índices futuros de Nova York operam sem direção única na manhã desta quarta-feira (dia 25), após encerraram o dia anterior em alta. Tudo indica que o mês de setembro deve encerrar no campo positivo, apesar dos temores de desaceleração da economia estadunidense, que persistem mesmo após o início de um ciclo de cortes nas taxas de juros do país na última semana.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados também seguem mistos, em meio ao anúncio de medidas monetárias de estímulo econômico vindas da China. Entre os mercados europeus, a tendência majoritária é positiva. O Banco Central da Suécia optou por reduzir a taxa básica de juros do país, e sugeriu que possa haver novas reduções nos próximos meses.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abre em alta, com investidores repercutindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de setembro, que surpreendeu ao desacelerar frente a agosto em meio a receios de esgotamento do processo de estabilização de preços no Brasil. Tal resultado diminui preocupações de que a estabilização de preços no Brasil possa estar se esgotando, preocupações que são compartilhadas pelo Banco Central. Ontem, seu presidente, Roberto Campos Neto, havia afirmado que “a dinâmica de inflação ainda preocupa o Banco Central”, enquanto a ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) dizia que “os dados referentes à inflação sugerem uma deterioração da composição da inflação”. Embora o Copom também se preocupe com riscos inflacionários futuros, o resultado benigno do IPCA-15 pelo segundo mês consecutivo alivia preocupações de uma reaceleração inflacionária no presente e diminui a urgência de novas altas para a taxa básica de juros (Selic). Isto, por sua vez, diminui a expectativa de elevação dos juros no Brasil e reduz a atratividade de títulos domésticos, o que pode afastar capitais externos e atua para enfraquecer o real. Para se aprofundar no assunto, acesse o nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Preços futuros da soja declinam, após atingirem seus valores máximos nos últimos dois meses, diante de perspectivas de melhora no clima em países produtores na América do Sul, especialmente o Brasil.
As previsões de chuva para a região central do Brasil aliviaram as preocupações dos investidores, com o clima quente e seco atrasando o plantio da soja para a região. Diante da melhora nesse cenário, os fundamentos de oferta e demanda se encontram baixistas para o mercado da soja.
Nos Estados Unidos, a colheita do milho está progredindo, apesar da ocorrência de chuvas em áreas que as atividades estão sendo conduzidas, atrapalhando os trabalhos em alguns locais.
Enquanto isso, os mercados aguardam o relatório trimestral de estoques de grãos, previsto para ser divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês) na próxima segunda-feira (dia 30), o primeiro para a safra 2024/25.
Os preços futuros do trigo caem no pregão noturno desta quarta-feira (dia 25), com o mercado estendendo a retração observada no início da semana, após terem demonstrado boa recuperação em meio às adversidades climáticas observadas em importantes países produtores da União Europeia, levando a reduções das estimativas de produção para a região. Além disso, os preços competitivos vindos do Mar Negro exercem pressão sobre as cotações nas demais praças de negociação pelo globo.







