Após leves quedas, os principais índices futuros de Nova York se recuperam e obtém ganhos na abertura dos mercados nesta sexta-feira (dia 27). Em meio a um ambiente de negócios otimista por conta de estímulos econômicos chineses, o mercado de divisas deve repercutir à divulgação do Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de agosto dos EUA, que deve ajudar investidores a calibrarem suas expectativas para os juros americanos. O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) cresceu um pouco menos que o esperado, passando de uma alta de 0,2% em julho para 0,1% em agosto tanto no indicador cheio quanto em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia. Adicionalmente, o aumento da renda pessoal passou de 0,3% em julho para 0,2% em agosto, enquanto a alta das despesas pessoais passou de 0,5% para 0,2% no mesmo intervalo. Estes dados contribuem com a percepção de que os preços nos EUA continuam se estabilizando e que o Federal Reserve possui espaço para novos cortes de juros mais agressivos, de 0,50 p.p., sem, necessariamente, sugerir um enfraquecimento muito rápido da demanda ou a possibilidade de uma desaceleração abrupta da economia. Desta forma, investidores reforçam suas apostas para uma queda rápida dos juros americanos, o que, por sua vez, prejudica a perspectiva de rentabilidade dos títulos denominados em dólar e tende a desvalorizar a moeda globalmente.
Em meio ao otimismo gerado pelo anúncio do pacote de medidas de incentivo à economia, vindo do governo chinês, as principais bolsas de valores da região operam mistas, mas em sua maioria com ganhos. Na Europa, os índices futuros avançam após dados da inflação da França animarem os investidores, com indicativos de forte desaceleração no nível de preços para o mês de setembro.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abre em alta nesta manhã, mas logo vira para queda. Dados sobre o mercado de trabalho do país, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para um nível pouco abaixo do que o esperado pelo mercado.
Após quedas acentuadas na quinta-feira (dia 26), os futuros da soja se recuperam no pregão noturno desta sexta-feira (dia 27). À medida que a colheita avança em países do hemisfério norte, como os Estados Unidos, alguns agricultores tentam acelerar a venda da produção.
No Brasil, as tensões com relação ao clima seco continuam, mas em teor mais moderado, em meio às previsões de chuva para a região central do país em algumas semanas. A estiagem prolongada provoca um atraso no plantio da soja, que pode desencadear problemas para os cultivos da soja e de outras culturas que devem ser plantadas na sequência.
O milho, por sua vez, tem operado sob pressão durante a noite. Os dados de exportações semanais divulgados na última quinta-feira (dia 26) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) frustraram as expectativas de alguns investidores com relação à comercialização do grão no país.
Na África do Sul, espera-se uma queda de aproximadamente 22% da produção de milho no país para esta temporada.
Assim como o milho, o trigo cai nas negociações noturnas. O motivo por trás das quedas é semelhante ao do milho: os dados decepcionantes do relatório semanal de vendas de exportação do USDA. As vendas do cereal caíram para o menor desde o início deste ano de comercialização, em 1 de junho.
Na Austrália, os cultivos são impulsionados por chuvas que têm sido registradas nas regiões sul e oeste do país. Na Rússia, a situação é ao contrário: o clima quente e a falta de umidade no solo prejudicam os cultivos.









