Nos Estados Unidos, os principais índices futuros operam em baixa generalizada na abertura dos mercados nesta segunda-feira (dia 30). Os investidores parecem estar tensos antes de falas do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.
Entre os mercados asiáticos, a tendência é mista, com a bolsa chinesa chegando a subir 8% e do Japão caindo 4%. O ambiente mundial de negócios desta terça é de otimismo e apetite por riscos, ainda na esteira de diversas medidas de estímulos monetários adotadas pela China, com redução de diversas taxas de juros importantes e emissão de dívida para sustentar o nível de gastos públicos no país. Neste domingo, anunciou-se a redução das taxas utilizadas para financiamento e refinanciamento de hipotecas, buscando recuperar o desempenho do setor imobiliário do país após vários meses de piora nos indicadores de vendas e de investimentos. Ontem, a divulgação de números para a Índices Gerentes de Compras (PMIs) chineses reforçou a percepção entre investidores de que a economia precisa de estímulos para se revigorar, com contração leve da indústria e expansão suave dos serviços. Há uma leitura de desaceleração do ritmo de crescimento chinês, com demanda doméstica enfraquecida, realimentando preocupações de que o Produto Interno Bruto (PIB) do país pode não alcançar a meta oficial de 5% de aumento para 2024. De toda forma, os pacotes de estímulos elevaram o otimismo externo, beneficiando o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países exportadores de produtos primários, como o real. Na Europa, as bolsas recuam em meia a dados de inflação para a região.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abre os futuros em alta, em meio à repercussão da elevação da projeção mediana para a taxa básica de juros (Selic) no boletim Focus. Nesta manhã, o boletim Focus semanal aumentou novamente a projeção mediana para a Selic, antecipando mais 1,25 p.p. de altas nas próximas três decisões, o que levaria a taxa a 12,00% a.a. no começo de 2025. O Banco Central voltou a adotar um ciclo de aperto monetário por conta de um balanço de riscos inflacionários assimétrico e com viés de alta, resultado, principalmente, de uma “desancoragem” das expectativas inflacionárias futuras. Nesse sentido, a divulgação das estatísticas fiscais de agosto, que mostraram um déficit primário acumulado em 12 meses de 2,3% do PIB, deve manter investidores preocupados com o equilíbrio das contas públicas e, dessa forma, com a possibilidade de reaceleração dos preços, o que reforça a previsão de novas altas da Selic. A perspectiva de aumento de juros no Brasil, assim como a perspectiva de cortes de juros nos EUA, eleva as expectativas para o diferencial de juros doméstico ante outras economias, o que torna os títulos denominados em reais mais atrativos e favorece a atração de capitais externos, fortalecendo o real. Para ter acesso ao nosso material completo tratando da dinâmica dos mercados internacionais, acesso o nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja recuam no pregão noturno desta segunda-feira, último dia de setembro, na prévia da divulgação das estimativas referentes aos estoques dos Estados Unidos. As expectativas são de que o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês) mostre amplos estoques para o país, possivelmente os maiores níveis registrados desde 2002.
Na sexta-feira (dia 27), os preços futuros da soja atingiram seu pico dos últimos dois meses, devido aos danos que a passagem do furacão Helene causou às plantações e infraestrutura na região da Costa do Golfo dos Estados Unidos.
Assim como no mercado de soja, para o milho, as oscilações são parecidas. O relatório do USDA, previsto para ser divulgado hoje às 16h, com as estimativas trimestrais de setembro para os estoques de grãos, deve mostrar os maiores estoques do país para os últimos quatro anos.
Com isso, muito traders estão assumindo posições vendidas antes da divulgação dos dados, como uma postura de se anteciparem às oscilações que o mercado deve observar em breve.
O trigo, ao contrário dos demais grãos, os preços são sustentados pelas condições climáticas adversas registradas em importantes regiões produtoras pelo globo.
Na Rússia e Austrália, o clima quente e seco tem ameaçado os cultivos em algumas regiões. No outro oposto, a União Europeia sobre com o as fortes chuvas, que devem reduzir a produção de trigo utilizável da UE para os menores patamares nos últimos 12 anos.









