Em Wall Street, os principais índices futuros operam sem direção única. A temporada de balanços trimestrais tem sido o principal termômetro para os investidores avaliarem o seu apetite ao risco, em dia com a agenda esvaziada de indicadores econômicos, como é o caso desta sexta-feira (dia 18). Por outro lado, as especulações acerca das eleições presidenciais para o país e a próxima reunião do Federal Reserve (Fed) ganham mais força conforme vamos nos aproximando destes dois eventos.
Na região da Ásia e Pacífico, a maior parte dos índices futuros operam no campo positivo no pregão noturno de hoje. Ao longo da sessão, a percepção de risco dos investidores deve ser predominantemente influenciada pela divulgação de dados econômicos chineses ambíguos divulgados na noite anterior. Apesar de vários indicadores apresentarem números melhores que o esperado, o desempenho geral não foi suficiente para tranquilizar os investidores a respeito das perspectivas para crescimento de longo prazo da China. O Produto Interno Bruto (PIB) registrou um crescimento de 4,6% no terceiro trimestre de 2024 contra o mesmo período do ano passado, em linha com as expectativas do mercado, mas ainda abaixo da meta oficial de expansão para 2024 de 5%. Já a produção industrial superou as expectativas do mercado, com um avanço anual de 5,4% em setembro, acima dos 4,5% registrados em agosto e ultrapassando a previsão mediana de 4,6%. Por fim, as vendas no varejo aumentaram 3,2% em termos anuais em setembro, uma melhora em relação aos 2,1% registrados em agosto e acima da projeção mediana de 2,5%. O desempenho dos indicadores aponta que houve recuperação moderada da economia em setembro, porém não o suficiente para afastar preocupações de investidores quanto a uma desaceleração de seu ritmo. Adicionalmente, a ausência de detalhes sobre o pacote de estímulos fiscais e a falta de um plano claro para reativar um crescimento mais robusto reforçam essas preocupações. Para se aprofundar no assunto, acesse a Abertura de Câmbio. Entre os mercados europeus, assim como nos EUA, não há direção única de operação, demonstrando as incertezas dos investidores repercutem a decisão do Banco Central Europeu (BCE) em cortar as taxas de juros para o bloco econômico.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa inicia as operações de hoje em alta. No cenário nacional, o enfoque dos investidores está concentrado na condução da política econômica do país.
Após sessões que levaram os futuros da soja às mínimas de várias semanas, a soja se recupera um pouco na manhã desta sexta-feira (dia 18). Alguns sinais de aquecimento na demanda por exportações nos Estados Unidos têm minimizado os impactos da colheita que avança rapidamente e eleva os níveis dos estoques no país. Na América do Sul, a ocorrência de chuvas aliviou as preocupações sobre o progresso da safra nos países produtores para o ciclo 2024/25, com isso, o plantio avança, mesmo que um pouco atrasado em relação à média dos anos anteriores.
De modo semelhante ao mercado da soja, com o milho, os futuros também apresentam uma recuperação, após uma sequência de sessões em queda nos últimos dias.
No mercado do milho, a maior venda diária de exportação dos Estados Unidos em um ano, com destino ao México, desviou o foco dos traders que estavam atentos ao ritmo acelerado da colheita no país. Limitando as perdas do grão que poderiam ser motivadas por uma oferta ampliada sazonalmente.
O trigo, ao contrário dos mercados de grãos avaliados anteriormente, opera no campo negativo na manhã desta sexta-feira (dia 18), após alguns ganhos no início da semana. Os investidores do mercado trigueiro refletem um pouco mais sobre as mudanças na legislação para exportação do trigo russo. Além disso, o mercado repercute o alívio que as chuvas causaram aos plantios nos cinturões de trigo, na Rússia e nos Estados Unidos.









