Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com operações em Wall Street apresentam resultados positivos na abertura dos mercados desta sexta-feira, 25 de outubro. Ainda assim, o acumulado semanal deve ser negativo.
Entre os mercados asiáticos não há direção única entre os índices em atividade nesta manhã. As expectativas dos investidores da região estão em torno das eleições gerais do Japão, marcadas para ocorrerem neste fim de semana. Na Europa, os mercados operam majoritariamente em baixa, contribuindo para uma semana negativa entre as bolsas também no velho continente.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia a sexta-feira, 25 de outubro, em alta, mas logo vira para baixa. Na sessão de ontem, declarações de autoridades econômicas ajudaram a aliviar as tensões sobre os ativos domésticos, adotando um tom mais cauteloso em relação aos impactos da política fiscal sobre o desempenho recente dos indicadores econômicos. Diante de um cenário doméstico mais desafiador nas últimas semanas, especialmente no que tange à taxa de câmbio e aos contratos de juros futuros, as declarações transmitiram maior otimismo aos agentes de mercado quanto ao alinhamento entre o Banco Central e o Executivo na gestão das contas públicas e no objetivo de estabilização de preços. Nesse contexto, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, afastou a hipótese de uma “dominância fiscal” no Brasil, isto é, que um descontrole orçamentário do governo esteja reduzindo o efeito da política monetária do país. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, por sua vez, afirmou que a exigência de prêmios de riscos de investidores está “um pouco exagerad[a]”. Por fim, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou a intenção do governo federal de fortalecer o arcabouço fiscal e promover um ajuste das despesas públicas. Para o dia de hoje, com poucos indicadores econômicos relevantes, o foco permanece nas declarações das autoridades, especialmente a de Roberto Campos Neto após o fechamento do mercado. Vale ressaltar que os investidores continuam atentos às medidas de revisão de gastos a serem anunciadas, segundo o Ministério da Fazenda, após o segundo turno das eleições municipais. Para ter acesso a mais detalhes sobre o assunto, acesse a edição de hoje da Abertura de Câmbio.
Após algumas sessões em alta, atingindo as máximas de duas semanas na quinta-feira, 24 de outubro, impulsionadas por exportações aquecidas nos Estados Unidos, o mercado de soja opera em baixa no pregão noturno desta sexta-feira, 25 de outubro.
Após as fortes altas nas sessões anteriores, os investidores enxergam o momento atual como uma oportunidade para a realização de lucros, o que explica as baixas na sessão presente.
Em movimento semelhante ao mercado da soja, no mercado do milho a sessão é de baixa, com os investidores optando pela realização de lucros após os preços futuros do milho atingirem seus preços mais altos em duas semanas.
O cenário atual para o cultivo dos grãos compreende um aumento das exportações americanas, com a China sendo o principal destino. O aquecimento na demanda limitou as perdas que viriam pela ampla disponibilidade de milho no mercado e a ocorrência de chuvas na América do Sul, que favorece o plantio nos países da região.
O trigo é outra commodity em baixa na manhã da sexta-feira, acompanhando a queda do milho. Com relação à oferta, alguns traders temiam que houvesse uma redução nas exportações ao final da temporada, no entanto, o maior fornecedor de trigo continuou enviando grandes volumes ao exterior, mantendo um ritmo de oferta que atende às demandas do mercado.
Investidores avaliam que, apesar das recentes altas nos preços futuros do trigo ofertado pelo Mar Negro, o cereal com origem russa segue como um dos mais baratos do mundo.







