Nos Estados Unidos, os principais índices que operam em alta na manhã desta segunda-feira, 28 de outubro. A semana que se inicia deve ser marcada pela divulgação do relatório de empregos dos EUA, comumente chamado de payroll, e dos balanços trimestrais de importantes empresas, incluindo cinco das “Sete Magníficas”: a Alphabet (GOOG), na terça-feira (29), a Microsoft (MSFT) e a Meta Platforms (META), na quarta-feira (30), e a Apple (APPL) e a Amazon (AMZN) na quinta-feira (dia 31).
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados operam sem direção única. Destaca-se o desempenho da bolsa japonesa, que registra ganhos sustentados por um iene mais fraco e pela incerteza política após os resultados das eleições parlamentares que ocorrem no país no final de semana. Entre os mercados europeus, a maior parte dos índices futuros operam com ganhos. Os mercados de ativos globais refletiam nesta manhã o forte recuo dos preços internacionais de petróleo, de aproximadamente 6%, após o ataque retaliatório de Israel a Irã durante o fim de semana. Conforme o Diário de Petróleo desta manhã, havia elevado receio nas últimas semanas em relação à esperada retaliação israelense, e a ofensiva foi considerada mais limitada e desenhada para evitar um agravamento do conflito. Com isso, houve certo alívio entre investidores e redução da percepção de riscos geopolíticos, derrubando os preços do óleo bruto ao menor patamar em um mês, o que, por sua vez, pode prejudicar o desempenho de moedas de países exportadores da commodity, como o real.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia as operações do dia em alta, após semana de acúmulo de perdas. Os agentes do mercado financeiro aguardam por mais informações a respeito do plano de corte de gastos públicos do governo federal, prometido para depois do segundo turno das eleições municipais. Nas últimas semanas, um forte pessimismo e ceticismo entre investidores sobre a condução da política fiscal brasileira resultou em um sensível aumento na exigência de prêmios de risco, penalizando o desempenho de ativos brasileiros, como a taxa de câmbio e os contratos futuros de juros. Nesse sentido, a revisão das estimativas do boletim Focus desta segunda-feira piora esse cenário, ao mostrar que a projeção mediana das instituições financeiras espera que o IPCA encerre 2024 em 4,55%, acima do limite de tolerância da meta de inflação, de 4,50%. Para saber mais detalhes, acesse a Abertura de Câmbio.
Os futuros da soja operam no campo negativo no pregão noturno desta segunda-feira, 28 de outubro. O avanço da colheita da soja nos Estados Unidos tem pressionado as cotações do grão em Chicago, em meio a um aumento na oferta no mercado estadunidense.
Por outro lado, a melhora no clima na América do Sul tem favorecido os plantios, o que favorece uma recuperação dos atrasos obtidos anteriormente para esta etapa dos cultivos, principalmente na região central do Brasil.
No mercado do milho, o comportamento dos preços futuros é semelhante ao observado no mercado da soja. O avanço da colheita nos Estados Unidos exerce uma pressão negativa sobre as cotações, mesmo após um período de aquecimento na demanda, observado na semana passada.
Além das pressões relacionadas à oferta, a aproximação das eleições presidenciais no país também gera incertezas sobre os mercados de commodities.
O trigo, que iniciou a sessão em baixa, agora opera em alta em Chicago. O cenário atual aponta para uma melhora no clima das Grandes Planícies produtoras do cereal nos Estados Unidos, além de uma oferta abundante entre os países que cultivam o trigo no hemisfério sul.
As regiões afetadas pela seca nos Estados Unidos encontraram alívio nas chuvas que caíram ao longo dos últimos dias, acalmando as preocupações dos produtores sobre atrasos no plantio.









