Nos Estados Unidos, os índices futuros avançam, - em dia decisivo para as eleições presidenciais do país. O dólar negociado no mercado interbancário alternava entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,79 (09h55min), em função de uma postura cautelosa e defensiva de investidores em relação à eleição presidencial americana, que se encerra hoje e se mantém extremamente acirrada e imprevisível. Como as probabilidades de vitória estão muito próximas, é provável que a divulgação de seu resultado demore vários dias. Analistas acompanharão com especial atenção os resultados em sete estados-chaves (Nevada, Pennsylvania, Wisconsin, Michigan, Georgia, North Carolina e Arizona), que mostram uma diferença menor que dois pontos percentuais nas intenções de votos entre os candidatos. Nesse cenário de incerteza mais elevada de um fenômeno “binário”, investidores devem buscar ativos mais seguros e menos voláteis para proteger suas carteiras, o que tende a favorecer o dólar globalmente.
Entre os mercados asiáticos, a tendência é majoritariamente altista, - com os investidores aguardando os resultados das eleições nos Estados Unidos e as expectativas para a reunião do Federal Reserve, no final desta semana. Na Europa, os principais índices futuros operam, em sua maioria, em baixa, - sob repercussão dos balanços trimestrais e do andamento da decisão da nova liderança da maior economia global.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia a terça-feira, 05 de novembro, em baixa. - Os investidores se mantêm em compasso de espera pelo anúncio das medidas de redução de despesas pelo governo federal. A sessão de ontem foi de forte otimismo e recuperação do real após o cancelamento da viagem ao exterior do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a pedido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e duas reuniões entre ambos para discussão dessas medidas. Haddad afirmou a jornalistas que “as coisas estão muito adiantadas do ponto de vista técnico, eu acredito que nós estejamos prontos nesta semana para anunciar”, mantendo elevada as expectativas de que o anúncio ocorrerá em breve. Para acompanhar os temas que movimentam os mercados mundiais, acesse nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja operam em alta na semana que se inicia hoje, 04 de novembro. O principal fundamento que tem impulsionado as cotações da soja em Chicago tem sido as melhores perspectivas de exportação dos Estados Unidos. O enfraquecimento do dólar nesta segunda-feira traz esperança de um aquecimento nas exportações estadunidenses para o mercado de grãos.
Nossa equipe atualizou, na manhã desta segunda-feira, o Resumo Semanal de Soja. O relatório apresenta os principais fatores que movimentaram o mercado da soja na última semana, com destaque para o clima favorável na América do Sul. Para conferir o conteúdo completo, clique aqui.
O milho, da mesma forma que a soja, opera com ganhos nesta manhã, influenciado pelo otimismo relacionado à demanda dos grãos no mercado estadunidense.
Por outro lado, incertezas referentes à dinâmica política dos Estados Unidos também afetam os agentes do mercado de grãos. Nesse sentido, o resultado das eleições presidenciais no país deve continuar sobre o radar, podendo afetar os ânimos do mercado nos próximos dias, diante da possibilidade de um retorno da “guerra comercial” entre os Estados Unidos e a China.
Apesar das baixas, os fundamentos do mercado do trigo são positivos na manhã desta segunda-feira. Além do fator benéfico causado pelo enfraquecimento do dólar frente às demais moedas pelo mundo, sinais de novas compras pelo Egito também atuam como um incentivo aos preços do cereal em Chicago.
A vigência de restrições não oficiais à exportação de trigo de origem russa pode despertar maior competitividade entre os cereais produzidos em outras importantes praças pelo globo, incluindo os Estados Unidos, com maiores chances para vendas de exportação.







