Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com operações em Nova York operam sem direção única na manhã desta sexta-feira, 08 de novembro, com o Dólar se encaminhando para uma semana de valorização após os resultados do pleito eleitoral no país.
Entre os mercados asiáticos, a tendência das operações também é mista, em meio ao anúncio de um novo pacote de estímulos pela China que busca apoiar o crescimento econômico de forma indireta e que decepcionou a expectativa de investidores. Autoridades divulgaram ao final de um longo Congresso um pacote de refinanciamento para as prefeituras chinesas de 10 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 1,4 trilhão) em cinco anos. Com isso, os órgãos governamentais locais podem usar essa nova dívida pública para quitar outras dívidas já contraídas (“rolagem”), com o objetivo de alongar o endividamento e reduzir os gastos anuais com juros dessas prefeituras. O impacto final dessas medidas nas despesas públicas é incerto, visto que apenas substitui dívidas já existentes e não estabelece nenhuma exigência de novos gastos, frustrando as expectativas dos agentes do mercado financeiro, que aguardavam por novos estímulos fiscais diretos. Isto, por sua vez, prejudica o desempenho de ativos arriscados na sessão, como commodities e moedas de países exportadores de produtos primários, como o real. Na Europa, as bolsas operam majoritariamente em baixa, enquanto os investidores seguem monitorando os resultados corporativos para as empresas da região.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia em queda, mas, ainda assim, encaminhando-se para uma semana de ganhos. Nesse cenário, os investidores seguem em compasso de espera, ainda, pelo anúncio do pacote de corte de gastos do governo federal. Hoje, o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, deve se reunir novamente com ministros para discutir o pacote fiscal, elevando a expectativa de que seu anúncio ocorrerá em breve. Essa expectativa, embora contenha parte do pessimismo dos investidores sobre os riscos de deterioração fiscal, aumenta a impaciência e mantém o ambiente de alta volatilidade nos mercados de ativos, especialmente para a taxa de câmbio e para os juros futuros brasileiros. Ontem, por exemplo, o real passou a enfraquecer rapidamente após reportagens de imprensa afirmarem que a redução de gastos poderia ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, bem abaixo do considerado necessário por analistas, em torno de R$ 50 bilhões. Contudo, o real devolveu suas perdas após o Ministério da Fazenda divulgar nota para afirmar que a “informação não corresponde ao que vem sendo debatido entre a equipe econômica”. Para acompanhar todos os detalhes em torno desse debate, acesse o nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Após atingir as maiores cotações no último mês, os preços futuros da soja recuam um pouco na manhã desta sexta-feira, 08 de novembro. Os ganhos anteriores haviam sido motivados pela força verificada na recuperação do mercado de óleos vegetais, especialmente o óleo de soja.
O atual momento de colheita de uma das maiores safras na série históricas dos Estados Unidos exerce uma pressão baixista sobre os futuros da soja, o que tem incentivado o surgimento de uma maior demanda por importações do grão estadunidense no mercado internacional.
O milho também opera com alguns ganhos no pregão noturno desta sexta-feira, 08 de novembro. A eleição do republicano Donald Trump para o cargo de presidente dos Estados Unidos, aliada a uma sazonalidade baixista devido ao momento de colheita da ampla safra que estava sendo cultivada no país, geram uma certa instabilidade sobre os futuros do milho na bolsa de valores de Chicago.
Alguns investidores especulam que a demanda externa pode aumentar consideravelmente nas próximas semanas, com compradores estrangeiros tentando adquirir grãos antes que Donald Trump assuma o cargo para o qual foi eleito e coloque em prática algumas de suas medidas de restrição para exportações, especialmente com destino à China.
No mercado trigueiro, os futuros do cereal caem na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT, para a sigla em inglês). No entanto, assim como os demais grãos, o trigo também se encaminhava para acumular ganhos semanais, com o frenesi comercial causado pela vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais estadunidenses.









