Em Nova York, índices futuros avançam em meio a novos dados sobre o desempenho da economia estadunidense. Na semana anterior, os recordes de fechamento foram impulsionados pelas eleições nos Estados Unidos e pela decisão do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros do país. Nesta manhã, investidores estendem os reajustes de posições começado na semana passada após expressiva vitória de Donald Trump, que, entre outros efeitos, antecipa uma posição mais forte do dólar por conta de estímulos ao crescimento econômico através de cortes de gastos e de uma menor possibilidade de cortes de juros pelo Federal Reserve por conta de possíveis pressões inflacionárias resultantes de impostos maiores sobre as importações.
Entre os mercados asiáticos, os principais índices operam majoritariamente no campo negativo, refletindo a percepção dos investidores sobre estímulos governamentais à economia chinesa. Na Europa, os mercados operam de forma generalizada no campo positivo, em resposta à vitória eleitoral de Donald Trump e dos cortes nas taxas de juros pelo mundo. Além disso, os investidores devem estar atentos aos novos dados sobre a atividade econômica do bloco.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) recua, acompanhando um movimento no mercado de commodities, indo no sentido contrário aos mercados do exterior. Contribui para o enfraquecimento do real, também, o pessimismo em relação à evolução das variáveis macroeconômicas brasileiras após a publicação do boletim Focus e de estatísticas fiscais brasileiras. O setor público consolidado registrou novo déficit primário de R$ 7,340 bilhões em setembro, um pouco abaixo da estimativa mediana de R$ 8 bilhões, porém ainda acumulando um déficit total de 2,15% do PIB (R$ 245,605 bilhões) em 12 meses. Embora a equipe econômica esteja otimista com os resultados do último trimestre do ano, essencial para o atingimento das metas estabelecidas pelo arcabouço fiscal, analistas temem que o resultado primário evolui de forma incompatível com o atingimento dessas metas. Adicionalmente, a mediana das estimativas das instituições financeiras no boletim Focus mostra nova piora para as expectativas inflacionárias em 2024, 2025 e 2026. Para acompanhar os debates que movimentam os mercados globais nesta manhã, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja em Chicago apresentam alguns ganhos no pregão noturno desta segunda-feira, 11 de novembro, após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês) informar um corte para as estimativas da safra de soja nos Estados Unidos.
O relatório mensal de oferta e demanda (WASDE, para a sigla em inglês), divulgado na última sexta-feira, 8 de novembro, informou um corte na estimativa de safra para a soja estadunidense, após a constatação de que os agricultores do país cultivaram menos soja do que era esperado anteriormente, com os cultivos sendo prejudicados por condições climáticas mais secas.
No mercado do milho, os preços acumularam fortes ganhos em sessões anteriores, mas nesta manhã recuam um pouco. Tudo isso em decorrência de um corte nas estimativas de produção do grão para os Estados Unidos, após um período de seca em importante fase para o desenvolvimento das plantas ter afetado a produtividade das lavouras.
O anúncio por meio do WASDE foi acompanhado por uma elevação nos preços para o seu maior patamar dos últimos quatro meses. Ainda assim, a colheita deve permanecer como uma das maiores já registradas para o país.
O trigo, pelo contrário, encontra-se me baixa na manhã desta segunda-feira, 11 de novembro, ao passo que as previsões de chuva para os Estados Unidos nesta semana aliviam as preocupações dos produtores. Além disso, as perspectivas de um dólar fortalecido prejudicam a comercialização do cereal estadunidense, considerando que há uma queda na competitividade do produto no mercado internacional.







