Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com operação em Nova York acumulam novas perdas. O principal guia da sessão deve ser a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de outubro nos Estados Unidos, cuja leitura deve se assemelhar à de setembro, com alta mensal de 0,2% no índice cheio e de 0,3% em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia. Tal leitura reforçaria a percepção de uma inflação resiliente no país, ainda acima da meta estabelecida pelo Federal Reserve (Fed). Em setembro, o aumento da inflação foi acompanhado por indicadores de atividade econômica e um mercado de trabalho aquecido, o que, à época, ajudou a atenuar os receios de recessão na economia norte-americana. Por outro lado, indicadores mais robustos têm reduzido as expectativas de um ritmo mais rápido de cortes nas taxas de juros pelo Fed, que atualmente conduz um ciclo de afrouxamento monetário. Em relação a outubro, o principal indicador divulgado até o momento foi a geração de empregos, que, apesar de ser pouco conclusivo em meio à distorções importantes do dado, sinalizou um arrefecimento do mercado de trabalho no mês, reforçando a importância de outros indicadores econômicos para uma avaliação precisa da atividade econômica. A divulgação do CPI deve, assim, ajudar a reduzir incertezas sobre a atividade econômica de outubro nos EUA e orientar a política monetária do Fed. Acrescenta-se a isso a percepção de riscos inflacionários impulsionada pela eleição do presidente republicano Donald Trump, que durante sua campanha prometeu amplas tarifas de importação, restrições à entrada de imigrantes e cortes de impostos para empresas, o que pode ampliar o déficit fiscal. Essas medidas, por sua vez, devem gerar pressões inflacionárias futuras e aumentam a probabilidade de um ciclo de cortes mais gradual, o que favoreceria a valorização do dólar em nível global.
Entre os mercados asiáticos, a tendência é de baixa na maioria das bolsas com operações no dia de hoje, acompanhando as perdas em Wall Street no rali que foi posto pós-eleição. Na Europa, os índices também apresentam baixas, também ressoando os efeitos dos resultados das eleições presidenciais nos Estados Unidos, com preocupações crescentes de imposições de novas tarifas, especialmente para o comércio internacional do país.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV), no sentido contrário aos demais mercados pelo globo, inicia as operações em alta na manhã desta quarta-feira, 13 de novembro, mas logo vira para queda. As oscilações acompanham as expectativas do mercado acerca da divulgação do CPI. No cenário nacional, agentes do mercado financeiro devem acompanhar falas públicas o diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, após o término das negociações, em busca de mais informações para a trajetória da taxa básica de juros (Selic) após o Comitê de Política Monetária demonstrar preocupação com a piora gradativa das expectativas inflacionárias e da percepção de riscos fiscais de investidores. Por isso, espera-se que Galípolo reforce a mensagem de que o ciclo de alta de juros pode se intensificar e se prolongar, sem sinalizar como o Copom deve decidir em sua reunião de dezembro. Para estar em linha com os temas que movimentam o mercado, acesse nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja recuam na manhã desta quarta-feira, em meio a uma desaceleração da corrida do óleo de soja, que vinha ocorrendo nos últimos dias, após a vitória de Donald Trump na disputa eleitoral pelo cargo da presidência dos Estados Unidos. Os mercados seguem preocupados após Trump anunciar Lee Zeldin para chefiar a Agência Ambiental Americana (EPA, para a sigla em inglês).
O escolhido é um crítico de políticas climáticas e defensor da indústria de energia fóssil, a principal vilã por trás do aquecimento global. Caso seja aprovado pelo Senado Federal, a nova liderança da pasta não deve dar muita atenção às políticas em favor dos biocombustíveis. O fato é explorado com maiores detalhes no Boletim Diário de Óleos Vegetais.
O mercado do milho opera sem grandes novidades no pregão noturno desta quarta-feira. Os preços recuam, possivelmente como reflexo da alta do dólar nas últimas semanas, o que tem tornado as exportações estadunidenses menos competitivas.
O dólar fortalecido tem sido prejudicial ao trigo cotado nos Estados Unidos, fazendo com que os preços declinem para as mínimas de 10 semanas. Este movimento altista pode ser melhor compreendido por meio do Panorama Semanal de Câmbio.
A manhã desta quarta-feira, 13 de novembro é marcada por quedas acentuadas nos preços do trigo na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT), refletindo o fortalecimento do dólar frente as outras moedas no exterior. A divisa estadunidense atingiu seu nível mais forte nos últimos seis meses, e isso acaba tornando os produtos de exportação dos Estados Unidos menos competitivos no mercado internacional.









